A corrida pela Presidência da República segue marcada pela forte concentração de votos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (14) mostra o presidente na liderança do primeiro turno, com 40% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 36%.
A diferença de quatro pontos percentuais coloca Lula numericamente à frente de Flávio fora da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 13 de setembro, com 2.003 eleitores entrevistados por telefone.
O cenário reforça a polarização da disputa presidencial e mostra que os demais candidatos ainda aparecem distantes dos dois primeiros colocados.
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Lula aparece na frente de Flávio
No principal cenário testado pela Nexus/BTG, Lula registra 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro.
Na sequência aparece Augusto Cury (Avante), com 7%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 4% cada.
Pablo Marçal (PRTB) aparece com 2%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.
Outros candidatos testados não alcançaram 1% das intenções de voto.
Entre os entrevistados, 3% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 2% disseram não saber ou não responderam.
Cenário sem Pablo Marçal amplia vantagem de Lula
A pesquisa também apresentou uma simulação sem Pablo Marçal na lista de candidatos.
Nesse cenário, Lula chega a 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. A diferença passa para cinco pontos percentuais, mantendo o presidente à frente fora da margem de erro.
Augusto Cury registra 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%, e Renan Santos, com 2%.
Romeu Zema e Samara Martins aparecem com 1% cada. Os demais nomes testados não pontuaram.
Nesse cenário, 4% dos entrevistados afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 2% não souberam ou não responderam.
Cury aparece como terceiro colocado
O desempenho de Augusto Cury chama atenção pela posição consolidada como terceiro colocado no levantamento.
No cenário com Marçal, o candidato do Avante alcança 7%. Sem o ex-candidato do PRTB, Cury aparece com 6%.
Apesar de estar distante de Lula e Flávio, Cury mantém percentual superior ao dos demais nomes testados na pesquisa, enquanto Caiado e Renan Santos permanecem na faixa de 4% ou menos.
O resultado ocorre em uma eleição na qual diferentes levantamentos recentes vêm apontando mudanças no equilíbrio entre os principais candidatos, especialmente na disputa entre Lula e Flávio.
Disputa entra em fase decisiva
A pesquisa foi realizada a poucas semanas do primeiro turno das eleições de 2026, período em que a tendência é de maior concentração da atenção dos eleitores nos candidatos mais competitivos.
Os números da Nexus/BTG, porém, representam apenas um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas. O resultado não constitui previsão do resultado eleitoral.
A diferença entre Lula e Flávio no principal cenário é de quatro pontos percentuais, enquanto a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
A disputa, portanto, permanece concentrada nos dois principais nomes, enquanto os demais candidatos buscam ampliar seus percentuais e conquistar uma parcela maior do eleitorado.
Como foi feita a pesquisa
A pesquisa Nexus entrevistou 2.003 eleitores entre os dias 11 e 13 de setembro, por meio de entrevistas telefônicas.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.
Entenda O Contexto
A pesquisa Nexus/BTG mostra uma eleição presidencial ainda concentrada principalmente entre Lula e Flávio Bolsonaro. No cenário com todos os candidatos testados, o presidente aparece com 40% e o senador com 36%, enquanto Augusto Cury chega a 7%.
A diferença entre os dois primeiros é superior à margem de erro, mas a campanha ainda está em andamento e novos levantamentos podem alterar o quadro. A pesquisa também mostra que a retirada de Pablo Marçal do cenário eleva os percentuais de Lula e Flávio, com o presidente chegando a 42% e o senador a 37%.
Os números devem ser interpretados como fotografia do momento da coleta, e não como antecipação do resultado das urnas.
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