A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, ré por duplo latrocínio pela morte de um casal de idosos em Belo Horizonte, passa por exame de insanidade mental nesta segunda-feira (14). A avaliação havia sido determinada pela Justiça em agosto e busca esclarecer se ela tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de determinar o próprio comportamento na época dos crimes.
A decisão foi tomada pela 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Ao autorizar o exame, o juiz Alexandre Magno Rezende de Oliveira considerou elementos que levantaram dúvidas sobre a saúde mental da acusada, entre eles relatos de familiares, registros de atendimentos psiquiátricos e a própria versão apresentada por Paola durante o processo.
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Entenda o que aconteceu
Na decisão que determinou o exame, o magistrado considerou que havia elementos suficientes para justificar uma avaliação especializada da saúde mental de Paola.
A própria acusada afirmou que teria cometido o crime durante um suposto “surto psicótico”. O processo também reúne relatos de familiares sobre histórico de instabilidade emocional, ideação suicida e atendimentos psiquiátricos de urgência.
Paola já teria recebido atendimento no Hospital André Luiz e em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves, além de fazer uso de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.
Exame de insanidade mental acontece nesta segunda
A perícia psiquiátrica está marcada para esta segunda-feira (14). O objetivo é avaliar as condições mentais da acusada e verificar se, na época dos crimes, ela tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de determinar suas ações de acordo com esse entendimento.
O laudo produzido pelos especialistas será incorporado ao processo e poderá ser considerado pela Justiça nas próximas etapas da ação penal.
O exame, porém, não representa uma absolvição nem significa que a acusada será considerada inimputável. A conclusão dependerá da avaliação técnica e da análise posterior da Justiça.
Defesa acompanha realização da perícia
O advogado Bruno Corrêa Lemos, que representa Paola, afirmou que a defesa acompanha a realização do exame e espera que a avaliação seja conduzida com imparcialidade e rigor técnico.
Segundo o advogado, a defesa confia no trabalho dos profissionais responsáveis pela perícia e espera que todas as circunstâncias relevantes sejam analisadas para ajudar a esclarecer as condições mentais da acusada.
Casal foi encontrado morto em apartamento
O crime ocorreu em 29 de junho, em um apartamento no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
As vítimas foram identificadas como Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.
Segundo as investigações, Paola havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar uma faxina no apartamento. Era o primeiro dia de trabalho dela no local.
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