Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar companheira com golpe ‘mata-leão’ em BH

Jurados reconheceram o feminicídio e as qualificadoras de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima; crime ocorreu em abril de 2025, no bairro Ventosa
Redação NC News
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Um homem foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da companheira em Belo Horizonte. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da capital mineira após os jurados reconhecerem que o réu matou a vítima em um caso de feminicídio praticado em contexto de violência doméstica.

A vítima, Thayná Silva Rosa, foi morta em 4 de abril de 2025, em um apartamento localizado na Rua Cercadinho, no bairro Ventosa, região Oeste da capital. Segundo a decisão judicial, o crime foi cometido por meio de asfixia, utilizando um golpe conhecido como “mata-leão”.

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Entenda o que aconteceu

De acordo com a sentença, João Vitor Pereira Marques foi denunciado por matar a companheira por razões relacionadas à condição do sexo feminino, em um contexto de violência doméstica e familiar.

O Ministério Público sustentou que o crime foi praticado com emprego de asfixia e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença concluiu, por maioria, que o acusado foi responsável pela morte de Thayná Silva Rosa, reconhecendo as circunstâncias apontadas pela acusação.

Júri reconheceu feminicídio qualificado

Os jurados acolheram a tese de feminicídio e também reconheceram as qualificadoras relacionadas ao emprego de asfixia e ao recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na sentença, o juiz Marco Antônio Silva destacou que o laudo de necropsia apontou como causa da morte a asfixia mecânica por compressão cervical, compatível com o estrangulamento descrito durante o processo.

Motivação influenciou a dosimetria da pena

Ao fixar a pena, o magistrado considerou comprovado que o réu agiu por inconformismo diante da intenção da vítima de encerrar o relacionamento amoroso. A circunstância foi reconhecida como agravante.

Por outro lado, a Justiça também reconheceu a confissão do acusado, compensando a agravante na segunda fase da dosimetria.

Com isso, a pena permaneceu em 20 anos antes da aplicação das causas de aumento previstas para o caso.

Pena chegou a 30 anos de prisão

Na etapa final do cálculo da pena, o juiz aplicou os aumentos previstos em lei em razão da asfixia e do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao final, a condenação foi fixada em 30 anos de reclusão.

A decisão também estabeleceu que o cumprimento da pena ocorrerá inicialmente em regime fechado, considerando a gravidade do crime e a quantidade de pena aplicada.

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Réu permanecerá preso

O magistrado determinou a manutenção da prisão preventiva do condenado e autorizou a expedição da guia de execução provisória da pena.

A medida foi fundamentada na condenação pelo Tribunal do Júri e na necessidade de cumprimento imediato da decisão.

O réu também foi condenado ao pagamento das custas processuais.

Entenda o contexto

O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, especialmente em situações envolvendo violência doméstica, familiar ou menosprezo à condição de mulher.

No caso julgado em Belo Horizonte, os jurados concluíram que o assassinato ocorreu nesse contexto e reconheceram as circunstâncias agravantes previstas na legislação penal.

A condenação foi anunciada em sessão do Tribunal do Júri realizada em Belo Horizonte, e a sentença foi assinada pelo juiz Marco Antônio Silva em 11 de setembro de 2026.

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