Vai viajar com cachorro ou gato? Veja como preparar o pet com segurança

Transporte adequado, documentação, alimentação e adaptação são alguns dos cuidados que ajudam a tornar o trajeto mais seguro e menos estressante para o animal
Redação NC News
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Viajar com um cachorro ou gato exige mais planejamento do que simplesmente colocar o animal no carro ou na caixa de transporte. Antes de sair de casa, o tutor precisa verificar as condições de saúde do pet, organizar os documentos e escolher uma forma segura de transporte.

A preparação também ajuda a reduzir o estresse do animal durante o deslocamento. Em viagens mais longas, cuidados com alimentação, hidratação, temperatura e pausas podem fazer diferença para o bem-estar do pet.

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Entenda o que aconteceu

Quem pretende viajar com um animal de estimação precisa começar os preparativos com antecedência. O primeiro passo é avaliar se o cão ou gato está em condições de saúde para fazer a viagem.

Para deslocamentos dentro do Brasil, o Ministério da Agricultura informa que cães e gatos não precisam de Guia de Trânsito Animal (GTA), mas devem estar acompanhados de atestado sanitário emitido por médico-veterinário, além de comprovante de vacinação antirrábica válido.

As exigências podem mudar dependendo do meio de transporte e da empresa escolhida. Por isso, além das regras sanitárias, é importante conferir antecipadamente as condições estabelecidas pela companhia aérea, rodoviária ou outro serviço utilizado.

Faça uma avaliação veterinária antes da viagem

Uma consulta antes do deslocamento permite verificar se o animal está saudável e se as vacinas estão em dia.

O veterinário também pode orientar sobre alimentação, hidratação, prevenção de parasitas e outros cuidados específicos de acordo com a idade, o estado de saúde e o comportamento do pet.

Em viagens nacionais, o atestado sanitário é um dos documentos exigidos para o trânsito de cães e gatos. O documento deve ser emitido por médico-veterinário regularmente registrado.

Escolha uma caixa de transporte adequada

A caixa ou bolsa de transporte precisa permitir que o animal fique em uma posição confortável e tenha espaço suficiente para se movimentar.

Também é importante que o pet esteja acostumado ao equipamento antes da viagem. Uma estratégia é deixar a caixa aberta em casa durante os dias que antecedem o deslocamento, permitindo que o animal entre e saia espontaneamente.

Colocar uma manta ou objeto com cheiro familiar pode ajudar a tornar o espaço mais confortável.

Durante o transporte, cães e gatos não devem ficar soltos no veículo ou em situações nas quais possam se machucar ou atrapalhar o motorista.

Como preparar o pet para uma viagem de carro

No carro, a segurança deve ser prioridade.

O animal deve viajar em equipamento apropriado, como caixa de transporte ou sistema de contenção específico. Também é importante evitar que o pet coloque a cabeça para fora da janela ou circule livremente pelo interior do veículo.

Em trajetos longos, o tutor deve programar paradas para oferecer água e permitir que o animal se movimente, sempre em local seguro e com o pet devidamente preso à guia antes de sair do veículo.

Nunca deixe o cachorro ou gato sozinho dentro do carro, especialmente em dias quentes.

Cuidados com alimentação e hidratação

A alimentação antes e durante a viagem precisa ser planejada para evitar desconforto, vômitos ou outros problemas.

Não existe uma regra única para todos os animais. O intervalo entre refeições pode depender da duração do trajeto, do comportamento do pet e das condições de saúde.

Por isso, a orientação de um médico-veterinário é especialmente importante antes de viagens longas.

A água deve estar disponível de acordo com a necessidade do animal e as condições do deslocamento.

E em viagens de avião?

O transporte aéreo de animais segue regras específicas. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que o transporte de animais de estimação e de apoio emocional é regulamentado por norma específica, mas a oferta do serviço é uma decisão de cada companhia aérea.

Isso significa que o tutor deve consultar a empresa antes da compra da passagem para verificar se o animal pode viajar na cabine ou no compartimento destinado ao transporte, além das exigências de peso, dimensões da caixa, documentação e cobrança de tarifas.

As regras podem variar entre as companhias.

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Viagens internacionais exigem planejamento maior

Quem pretende sair do Brasil com um cachorro ou gato precisa começar a preparação com bastante antecedência.

Para viagens internacionais, o animal precisa cumprir as exigências sanitárias do país de destino. Entre os documentos utilizados estão o Certificado Veterinário Internacional (CVI) e o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos.

O país de destino pode exigir ainda vacinação, microchipagem, exames laboratoriais, tratamentos antiparasitários ou outros procedimentos. O próprio Ministério da Agricultura recomenda que o tutor consulte as exigências da autoridade veterinária e da embaixada ou consulado do país antes da viagem.

Como algumas exigências podem demandar semanas ou meses para serem cumpridas, deixar a documentação para a última hora pode inviabilizar o embarque.

O que levar para o pet

Uma pequena mala exclusiva para o animal pode evitar imprevistos durante o trajeto.

Entre os itens que podem ser necessários estão:

água e recipiente para beber;
alimento habitual;
medicamentos, quando prescritos pelo veterinário;
carteira de vacinação e documentos sanitários;
guia e coleira;
tapetes higiênicos;
sacos para recolher dejetos;
manta ou objeto familiar;
brinquedo conhecido pelo animal;
caixa ou bolsa de transporte adequada.
A quantidade e os itens necessários dependem da duração da viagem e das necessidades de cada pet.

Não dê medicamentos por conta própria

Um erro que pode colocar a saúde do animal em risco é administrar calmantes ou medicamentos para enjoo sem orientação veterinária.

A reação a medicamentos pode variar bastante entre os animais. Por isso, qualquer substância utilizada para controlar ansiedade, náusea ou outro sintoma deve ser indicada por um profissional.

Se o cachorro ou gato costuma ficar muito agitado durante viagens, o ideal é conversar com o veterinário antes do deslocamento para definir uma estratégia segura.

Entenda o contexto

Viajar pode representar uma mudança importante na rotina de cães e gatos. Sons diferentes, ambientes desconhecidos, movimentação, temperatura e longos períodos dentro de veículos podem provocar estresse.

Por isso, o planejamento deve começar antes do dia da viagem. Acostumar o animal à caixa de transporte, organizar a documentação e verificar as regras da empresa escolhida são medidas que reduzem o risco de problemas durante o percurso.

Em viagens internacionais, a preparação é ainda mais importante porque cada país estabelece suas próprias exigências sanitárias. O Ministério da Agricultura alerta que alguns destinos podem exigir procedimentos específicos e que o planejamento antecipado é fundamental.

O objetivo não é apenas garantir que o pet consiga embarcar, mas fazer com que o deslocamento aconteça com o menor risco possível para a saúde e o bem-estar do animal.

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Antes de viajar, portanto, vale conferir as regras do meio de transporte, consultar um veterinário e separar todos os documentos necessários. Com planejamento, a viagem pode ser mais segura e tranquila tanto para o tutor quanto para o animal.

 

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