Mãe e filha recém-nascida morrem após parto no Rio; polícia investiga atendimento

Jéssica Duarte Gonçalves, de 28 anos, morreu cinco dias depois de dar à luz; bebê também não resistiu e família questiona atendimento hospitalar
Redação NC News
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Uma mulher de 28 anos e a filha recém-nascida morreram dias após o parto no Rio de Janeiro, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias dos dois óbitos. Jéssica Duarte Gonçalves deu à luz no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, na Zona Oeste, no dia 8 de setembro, e morreu cinco dias depois. A bebê, que estava internada em uma UTI neonatal, morreu nesta quinta-feira (17).

A família questiona o atendimento recebido por Jéssica depois do parto e afirma que ela apresentava fortes dores abdominais e inchaço antes de receber alta. O hospital, por outro lado, afirma que a paciente passou pelas avaliações indicadas para o pós-parto e apresentava boas condições gerais no momento da alta. A investigação está sob responsabilidade da 34ª DP (Bangu).

 

Mulher voltou ao hospital em estado grave

Segundo informações divulgadas pela família, Jéssica foi internada no dia 8 de setembro para realizar o parto normal. Depois do nascimento da filha, ela passou a apresentar dores abdominais intensas e inchaço.

O marido, Jonathan Vieira, relatou que procurou a equipe médica diversas vezes diante da piora dos sintomas. Segundo ele, a família esperava a realização de exames que pudessem identificar a causa das dores, mas Jéssica teria recebido medicamentos e permanecido em observação.

A mulher recebeu alta cerca de 48 horas depois do parto. De acordo com o relato da família, os sintomas pioraram pouco tempo após ela chegar em casa, e Jéssica precisou retornar ao hospital.

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Paciente precisou ser transferida

Após retornar à unidade em estado grave, Jéssica foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Segundo a família, o quadro havia se agravado significativamente.

No Albert Schweitzer, a paciente foi submetida a uma cirurgia para retirada do útero e dos ovários e recebeu atendimento intensivo. Ela morreu no domingo (13), cinco dias depois do parto.

O corpo de Jéssica foi sepultado na quarta-feira (16).

 

Recém-nascida também morreu

A filha de Jéssica permaneceu internada na UTI neonatal do Hospital Municipal Albert Schweitzer. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades e pela família, a bebê apresentou febre e precisou de cuidados médicos.

A recém-nascida morreu na manhã desta quinta-feira (17), quatro dias depois da morte da mãe e nove dias após o nascimento.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a bebê recebeu os cuidados indicados pela equipe médica, mas não resistiu. A família também questiona as circunstâncias do atendimento prestado à criança.

 

Hospital contesta versão da família

Em nota, a direção do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro lamentou a morte de Jéssica e afirmou que o parto ocorreu sem complicações ou sinais de risco para a mãe e para o bebê.

Segundo a unidade, após o parto, Jéssica apresentou dor e desconforto abdominal, foi medicada e relatou melhora. O hospital afirma ainda que ela passou pelas avaliações indicadas para o período pós-parto e apresentava boas condições gerais quando recebeu alta, 48 horas depois.

A unidade também informou que Jéssica retornou posteriormente à maternidade, foi atendida e transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde passou por cirurgia e recebeu cuidados intensivos.

 

Polícia analisa prontuários e ouve equipe

A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte de Jéssica e da filha. O caso é acompanhado pela 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu.

Os investigadores solicitaram documentos médicos e prontuários relacionados ao parto e ao atendimento realizado após a alta. Profissionais que participaram do atendimento também deverão prestar depoimentos.

A apuração deverá analisar a evolução do quadro clínico, os procedimentos realizados, os exames solicitados e as condutas adotadas pelas equipes médicas nos diferentes momentos do atendimento.

 

Causa das mortes ainda é investigada

Até o momento, não há conclusão oficial que estabeleça que houve negligência médica ou determine eventual responsabilidade criminal de profissionais envolvidos no atendimento.

A família sustenta que houve falhas na assistência prestada a Jéssica e questiona principalmente a alta médica mesmo diante das dores relatadas. O hospital nega que a paciente apresentasse sinais de gravidade no momento da alta e afirma que está revisando o atendimento realizado.

A investigação policial deverá reunir os prontuários, depoimentos e demais documentos médicos para reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer as causas das mortes.

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Entenda o contexto

Jéssica Duarte Gonçalves tinha 28 anos e deu à luz a terceira filha no dia 8 de setembro, no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu. Depois do parto, apresentou dores e desconforto abdominal e recebeu alta após dois dias de internação, segundo o hospital.

De acordo com a família, os sintomas pioraram depois da alta e Jéssica voltou à unidade em estado grave. Ela foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, passou por cirurgia e permaneceu em cuidados intensivos até morrer no domingo (13).

A filha recém-nascida permaneceu internada na UTI neonatal e morreu nesta quinta-feira (17). A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a bebê recebeu os cuidados indicados pela equipe médica.

As circunstâncias dos dois óbitos agora são analisadas pela Polícia Civil. A investigação deverá verificar os registros médicos e ouvir os profissionais envolvidos para determinar o que provocou a piora do quadro de Jéssica e se houve alguma falha no atendimento.

 

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