A combinação de chuva frequente, umidade elevada e poucos períodos de sol mudou a rotina de moradores do Centro-Sul do Brasil e criou um problema bastante comum: como conseguir secar as roupas.
Em diferentes cidades, varais permanecem cheios por dias e famílias passaram a procurar lavanderias, secadoras e outras alternativas para acelerar a secagem das peças. Em São Paulo, por exemplo, a procura por lavanderias próximas de casa aumentou mais de 5.000% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Entenda o que aconteceu
O período de instabilidade que atinge o Centro-Sul do país há quase duas semanas tem dificultado tarefas domésticas que normalmente fazem parte da rotina, especialmente a secagem das roupas.
Segundo o Climatempo, seis frentes frias influenciaram a região em apenas 15 dias, provocando chuva e queda nas temperaturas. A combinação de nebulosidade, umidade e pouca incidência de sol fez com que as roupas demorassem muito mais para secar.
Em São Paulo, moradores relatam peças que ficaram quase uma semana no varal. Em São José dos Campos, houve quem improvisasse espaços dentro de casa para conseguir estender as roupas.
Procura por lavanderias aumenta
O problema doméstico acabou movimentando um setor que oferece justamente uma solução para os dias de chuva: as lavanderias.
Dados de buscas na internet mostram que a expressão “lavanderia perto de casa” teve aumento superior a 5.000% em comparação com o mesmo período do ano anterior. As pesquisas por “secadora de roupas” cresceram 350%, enquanto a busca por “pode secar roupas” aumentou 600%.
Em uma lavanderia da capital paulista, a demanda aumentou pelo menos 50% em relação ao mês anterior. Em Sorocaba, o movimento praticamente dobrou.
Em São José dos Campos, a procura também cresceu, principalmente por pessoas que precisavam secar roupas de cama e toalhas.
Por que a roupa demora tanto para secar
A secagem depende não apenas da temperatura, mas também da umidade do ar e da circulação de vento.
Quando o ambiente está muito úmido, o ar consegue absorver menos água que evapora das roupas. Com pouca ventilação e ausência de sol, o processo fica ainda mais lento.
A situação pode ser especialmente complicada dentro de apartamentos e casas com pouca circulação de ar. Nesses locais, peças pesadas, como toalhas, cobertores e roupas de cama, podem permanecer úmidas durante muitas horas.
Além do desconforto, deixar roupas molhadas por muito tempo pode favorecer o aparecimento de mau cheiro.
Secadoras viram alternativa
Com os varais ocupados e a chuva persistente, as secadoras passaram a ser uma alternativa procurada por quem precisa das roupas prontas rapidamente.
Lavanderias self-service também ganharam espaço nesse cenário. O Brasil tem cerca de 27 mil lavanderias, segundo o Sebrae, e aproximadamente 3 mil funcionam no modelo de autosserviço.
A procura não ocorre apenas pelo serviço completo de lavagem. Em alguns estabelecimentos, clientes estão levando roupas já lavadas de casa apenas para utilizar as máquinas de secagem.
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Como secar roupas em casa nos dias de chuva
Quando não há possibilidade de usar uma secadora, alguns cuidados podem ajudar a acelerar o processo.
Uma boa centrifugação retira parte da água antes de a roupa ir para o varal. Também é importante evitar deixar muitas peças juntas ou sobrepostas, permitindo que o ar circule entre elas.
Em ambientes fechados, ventiladores podem ajudar a movimentar o ar. Desumidificadores também podem ser utilizados para reduzir a umidade do ambiente.
Outra recomendação é não guardar peças que ainda apresentem umidade, especialmente em regiões como costuras, golas, punhos e bolsos, onde a água pode permanecer mesmo quando o tecido parece seco.
Chuva deve continuar influenciando a rotina
O cenário de chuva e frio observado na primeira quinzena de setembro está relacionado à passagem de várias frentes frias, áreas de baixa pressão e grande disponibilidade de umidade sobre o Centro-Sul.
O Climatempo aponta que seis frentes frias influenciaram a região em apenas 15 dias. A combinação desses sistemas manteve o tempo mais fechado e úmido em diferentes áreas.
A previsão de continuidade das chuvas significa que o problema de secagem das roupas pode continuar fazendo parte da rotina de moradores da região enquanto a umidade permanecer elevada.
Entenda o contexto
O problema das roupas que não secam é um efeito cotidiano de um período de chuva excepcionalmente úmido em parte do Centro-Sul.
Em setembro, a falta de sol e a passagem frequente de sistemas que provocam chuva reduziram as oportunidades para a secagem natural. Em algumas áreas, os volumes registrados na primeira quinzena ficaram muito acima do padrão histórico para o mês.
A consequência aparece não apenas no aumento da procura por lavanderias e secadoras, mas também na necessidade de adaptar tarefas domésticas simples. Para quem não possui equipamentos próprios, lavanderias passaram a funcionar como uma alternativa rápida para resolver o problema.
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