A Polícia Civil do Amapá apreendeu um drone e porções de drogas que, segundo a investigação, seriam utilizados em um esquema para levar entorpecentes para dentro do sistema prisional do estado. A ação aconteceu nesta quinta-feira (17), em uma residência no bairro Brasil Novo, em Macapá.
A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DENARC), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). No imóvel, os policiais encontraram cocaína, maconha e crack, além do equipamento, que estava acompanhado de três baterias e um controle remoto.
Segundo a Polícia Civil, o drone seria utilizado para lançar os materiais para dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN).
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Entenda o que aconteceu
A investigação começou a partir de informações de inteligência e uma denúncia anônima sobre a possível utilização de drones para transportar materiais ilícitos para o sistema prisional.
De acordo com a Polícia Civil, os equipamentos seriam adquiridos fora do Amapá e posteriormente enviados ao estado. A suspeita é de que a estrutura fosse utilizada para tentar levar drogas, celulares e até armas de fogo para dentro do IAPEN.
A partir das informações recebidas, os policiais chegaram a uma residência localizada no bairro Brasil Novo, em Macapá.
Duas mulheres foram encontradas no imóvel
No local, a equipe encontrou duas mulheres, de 28 e 22 anos.
Segundo a investigação, elas seriam responsáveis por receber, embalar e preparar os materiais que posteriormente seriam levados para o presídio.
Durante a ação, os policiais apreenderam as porções de drogas e o drone.
As duas foram conduzidas à delegacia para os procedimentos previstos. A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes do esquema.
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Este é o sexto drone apreendido pela DENARC
Segundo o delegado Leonardo Alves, titular da DENARC, este foi o sexto drone apreendido pela unidade em ações relacionadas à tentativa de abastecimento do sistema prisional.
“Já é sexto (6º) drone apreendido pela DENARC. Essa interceptação corta um canal sofisticado de abastecimento do crime organizado.”
O delegado afirmou ainda que os investigadores vêm acompanhando a entrada desses equipamentos no estado.
“Os criminosos investem alto na compra e no transporte interestadual desses drones de carga justamente para tentar burlar a segurança do IAPEN.”
Investigação tenta identificar outros envolvidos
Ainda de acordo com Leonardo Alves, a polícia trabalha para identificar a rota utilizada pelos equipamentos e outros possíveis participantes.
“Ao mapearmos a rota desde a chegada nos portos de Santana e impedimos que tanto o aparelho quanto essa carga de entorpecentes chegassem aos detentos.”
O delegado também agradeceu o apoio da equipe da CORE durante a operação.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar outros possíveis integrantes do esquema.
Como funcionaria o esquema
A suspeita investigada pela DENARC é que os drones fossem utilizados como uma espécie de ponte aérea para transportar materiais ilícitos até o interior do presídio.
A vantagem para os criminosos, segundo a polícia, estaria na possibilidade de evitar o acesso físico ao complexo penitenciário, utilizando uma aeronave controlada remotamente para deixar a carga dentro da unidade.
O equipamento apreendido agora será incorporado à investigação, junto com as drogas encontradas no imóvel.
Entenda o contexto
A apreensão acontece em meio ao trabalho da Polícia Civil para impedir a entrada de drogas, celulares, armas e outros materiais proibidos no sistema prisional do Amapá.
Segundo a DENARC, o uso de drones já apareceu em outras ocorrências investigadas pela unidade. Com a apreensão do sexto equipamento, a polícia busca interromper também a estrutura logística utilizada para transportar os aparelhos até o estado.
A investigação agora deve avançar na identificação de quem fornecia os equipamentos, como eles chegavam ao Amapá e quem estaria ligado à distribuição dos materiais para dentro do sistema prisional.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo WhatsApp do Disque-Denúncia da Polícia Civil: (96) 98141-4161.
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