Charles Spencer, irmão da princesa Diana, afirmou que o rei Charles III fez uma declaração que o deixou chocado poucos dias depois da morte da ex-mulher, em 1997. Segundo Spencer, durante uma discussão por telefone sobre o funeral, o então príncipe Charles teria dito que a família acabaria esquecendo Diana rapidamente.
O relato aparece no novo livro de Spencer, “Swan Song: Diana, My Sister”, dedicado à trajetória da irmã e aos acontecimentos que cercaram sua morte. A declaração atribuída ao atual monarca é apresentada como uma lembrança de Spencer e foi contestada indiretamente pelo Palácio de Buckingham, que levantou dúvidas sobre a influência do luto na memória dos acontecimentos.
Discussão aconteceu após a morte de Diana
Diana morreu aos 36 anos, em 31 de agosto de 1997, após um acidente de carro em Paris. Nos dias seguintes, a família real e os parentes da princesa precisaram definir os detalhes de uma cerimônia que seria acompanhada por milhões de pessoas ao redor do mundo.
Um dos principais pontos de divergência envolvia os filhos de Diana. William tinha 15 anos e Harry, 12, e havia uma discussão sobre se os dois deveriam caminhar atrás do caixão da mãe durante o cortejo fúnebre.
Spencer afirma que era contrário à participação dos sobrinhos e considerava que Diana não desejaria que os filhos fossem submetidos àquela exposição em um momento de luto.
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Spencer relata telefonema com Charles
Segundo o irmão de Diana, o impasse levou a um telefonema com o então príncipe Charles. Spencer relata que a conversa se tornou tensa depois que ele insistiu que William e Harry não deveriam participar da caminhada.
Em sua versão, Charles ficou irritado e passou a criticar a família Spencer e sua noção de dever. O irmão da princesa afirma que permaneceu ouvindo até que o então príncipe interrompeu as críticas.
Foi nesse momento, segundo Spencer, que Charles teria afirmado que Diana seria esquecida em pouco tempo. O irmão da princesa diz que ficou em silêncio diante da declaração e, em seguida, respondeu que não acreditava no que havia acabado de ouvir antes de desligar o telefone.
William e Harry acabaram participando do cortejo
Apesar das objeções apresentadas por Spencer, William e Harry participaram do cortejo realizado em Londres em 6 de setembro de 1997.
Os dois caminharam atrás do caixão da mãe ao lado do pai, do avô príncipe Philip e do próprio Charles Spencer.
As imagens dos dois adolescentes seguindo o caixão tornaram-se um dos registros mais conhecidos do funeral e voltaram a ser discutidas posteriormente pelos próprios integrantes da família.
Palácio de Buckingham reage ao relato
O Palácio de Buckingham não confirmou a declaração atribuída ao rei. Em resposta às alegações presentes no livro, a Casa Real afirmou que, por princípio, não costuma comentar publicações desse tipo.
O posicionamento acrescentou, no entanto, que Charles compreende que a dor provocada pela perda de um irmão pode afetar raciocínio, julgamento e memória, inclusive muitos anos depois do acontecimento.
A manifestação não apresenta uma versão detalhada do telefonema descrito por Spencer. Dessa forma, a frase atribuída ao rei permanece como uma alegação do irmão de Diana sobre uma conversa privada ocorrida há quase três décadas.
Spencer reafirma versão quase 30 anos depois
Charles Spencer voltou a defender publicamente sua versão dos acontecimentos. Ele afirma ter ficado profundamente impressionado com o que ouviu e sustenta que comentou o episódio com pessoas próximas ainda naquele período.
O irmão de Diana também relata no livro outras divergências com a família real durante os dias que antecederam o funeral.
Segundo Spencer, sua intenção ao publicar a obra é apresentar a história da princesa a partir da perspectiva de alguém que acompanhou sua vida desde a infância.
Livro revisita relação de Diana com a família real
“Swan Song: Diana, My Sister” recupera episódios da infância de Diana, de seu casamento com Charles e dos conflitos que marcaram os últimos anos da relação com a monarquia.
Diana e Charles se casaram em 1981 e tiveram dois filhos, William e Harry. A separação foi anunciada em 1992 e o divórcio foi concluído em 1996, cerca de um ano antes da morte da princesa.
A relação entre os dois permaneceu sob intensa atenção pública durante e depois do casamento, e novos relatos sobre aquele período continuam provocando repercussão décadas depois.

Morte de Diana provocou comoção mundial
A morte da princesa provocou uma mobilização pública sem precedentes no Reino Unido. Milhares de pessoas deixaram flores e homenagens diante de residências reais enquanto o país se preparava para o funeral.
A reação popular também colocou a família real sob pressão diante das expectativas por manifestações públicas de luto.
Quase três décadas depois, Diana continua sendo uma das figuras mais lembradas da história recente da monarquia britânica, enquanto episódios de sua vida e de sua relação com Charles seguem despertando interesse internacional.
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Entenda o contexto
Diana morreu em Paris em 31 de agosto de 1997, aos 36 anos. O funeral foi realizado em Londres seis dias depois e acompanhado por uma audiência mundial.
William e Harry, então com 15 e 12 anos, caminharam atrás do caixão da mãe ao lado de Charles, príncipe Philip e Charles Spencer. A participação dos adolescentes tornou-se um dos episódios mais discutidos da cerimônia.
Agora, às vésperas dos 30 anos da morte de Diana, Spencer apresenta sua própria versão das discussões ocorridas naquele período. Entre elas está o telefonema no qual afirma ter ouvido de Charles a declaração de que Diana seria esquecida rapidamente.
O Palácio de Buckingham não confirmou a versão e respondeu fazendo referência aos possíveis efeitos do luto sobre a memória e o julgamento. Não há registro público independente da conversa privada relatada por Spencer.
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