O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre nesta terça-feira (22) o Debate Geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O brasileiro é o primeiro chefe de Estado a discursar na sequência de pronunciamentos e será seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Esta é a décima vez que Lula faz o discurso brasileiro de abertura do Debate Geral da ONU. A participação ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil e em meio a divergências entre Brasília e Washington.
A expectativa é que soberania nacional, defesa do multilateralismo, conflitos internacionais, reforma das instituições globais e combate à interferência estrangeira estejam entre os principais eixos da manifestação brasileira.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa neste momento na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, logo após Luiz Inácio Lula da Silva ocupar a tribuna. A sequência segue a tradição do Debate Geral: desde 1955, o Brasil abre os pronunciamentos dos países, enquanto os Estados Unidos, como anfitriões da sede das Nações Unidas, falam em seguida.
A presença dos dois presidentes em sequência concentra as atenções sobre as relações entre Brasília e Washington. Lula chegou à Assembleia em meio a divergências entre os dois governos e colocou temas como soberania, multilateralismo e defesa das instituições internacionais no centro da participação brasileira. Agora, a atenção se volta para as posições apresentadas por Trump diante dos demais líderes mundiais.
O pronunciamento do presidente americano também ocorre em uma Assembleia marcada por guerras, disputas comerciais e tensões entre grandes potências. A fala de Trump é acompanhada especialmente pela possibilidade de referências ao Brasil e às relações entre os dois países, enquanto permanece a expectativa sobre um eventual contato entre os presidentes nos bastidores da Assembleia.
Lula abriu discursos dos chefes de Estado
O Brasil ocupa tradicionalmente a primeira posição entre os países que discursam no Debate Geral da Assembleia das Nações Unidas.
A tradição é mantida desde 1955. Depois do Brasil, o país anfitrião, os Estados Unidos, ocupa a tribuna.
Em 2026, a sequência coloca Lula e Trump novamente em destaque no mesmo evento, em um período no qual os dois governos mantêm negociações comerciais e divergências políticas.
Antes da abertura do Debate Geral, Lula tinha na agenda uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Soberania deve ocupar espaço central
A defesa da soberania brasileira é um dos temas esperados no pronunciamento.
O assunto ganhou peso diante das tensões entre Brasil e Estados Unidos e da preocupação manifestada pelo governo brasileiro com a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral.
A expectativa antes do pronunciamento é que Lula defenda o direito dos países de conduzirem seus processos políticos e institucionais sem interferência externa.
O tema também aparece em meio à campanha presidencial brasileira. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Multilateralismo volta ao centro do discurso brasileiro
Outro eixo previsto é a defesa do multilateralismo, uma das linhas tradicionais da política externa brasileira no atual governo.
O Brasil sustenta que conflitos e disputas internacionais devem ser enfrentados por meio de negociação, instituições multilaterais e respeito ao direito internacional.
A mensagem ganha relevância em uma Assembleia realizada sob o impacto de diferentes guerras, disputas comerciais, tensões entre grandes potências e discussões sobre o futuro das próprias Nações Unidas.
Reforma do Conselho de Segurança entra novamente na pauta
Lula também deve retomar a defesa de mudanças na governança internacional, especialmente na composição do Conselho de Segurança da ONU.
O órgão possui cinco membros permanentes com poder de veto: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.
O Brasil defende há anos a ampliação do Conselho e argumenta que a estrutura atual não representa adequadamente a distribuição de poder e a diversidade política do mundo contemporâneo.
A reivindicação brasileira também inclui maior participação de países em desenvolvimento nas decisões internacionais.
Guerras e negociações de paz estão no radar
Os conflitos internacionais também devem aparecer no pronunciamento brasileiro.
A 81ª Assembleia Geral ocorre em um cenário marcado por guerras e crises em diferentes regiões, além de disputas envolvendo segurança, comércio internacional, energia e cadeias globais de abastecimento.
A posição defendida pelo governo brasileiro é de priorizar negociações e soluções diplomáticas para os conflitos, além do respeito ao direito internacional humanitário.
Trump fala logo depois de Lula
Donald Trump será o próximo chefe de Estado a ocupar a tribuna depois do pronunciamento brasileiro.
A proximidade entre os dois discursos mantém a atenção sobre um possível contato entre Lula e Trump nos bastidores da Assembleia.
Até a abertura da programação desta terça-feira, não havia confirmação de uma reunião bilateral formal entre os presidentes durante a passagem por Nova York.
Um eventual encontro informal, portanto, deve ser tratado apenas como possibilidade até que seja confirmado pelos governos.
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Entenda O Contexto
O Debate Geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta terça-feira (22) e segue até segunda-feira (28), reunindo chefes de Estado, chefes de governo e representantes dos 193 países integrantes da organização.
O tema definido para esta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
Desde 1955, o Brasil abre a sequência de pronunciamentos dos países no Debate Geral. Os Estados Unidos, como país anfitrião, discursam em seguida.
Em 2026, Lula chega à tribuna em meio à campanha pela reeleição no Brasil e a um cenário internacional marcado por conflitos, disputas comerciais e questionamentos sobre a capacidade das instituições multilaterais de responder às crises globais.
Antes do discurso, soberania, multilateralismo, reforma do Conselho de Segurança e conflitos internacionais estavam entre os principais assuntos previstos para a manifestação brasileira. O conteúdo efetivamente pronunciado deve ser atualizado conforme Lula avance na fala.
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