Operação contra milícia privada bloqueia mais de R$ 48 milhões em Rondônia

Investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio por meio de terceiros e empresas; medidas atingiram imóveis, veículos, máquinas e 1.611 cabeças de gado.
Redação NC News
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Uma operação do Ministério Público de Rondônia (MPRO) contra uma suposta milícia privada envolvida em lavagem de dinheiro resultou no bloqueio e na restrição de mais de R$ 48 milhões em bens e valores. A Operação Labirinto de Bronze cumpriu medidas em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho. Segundo a investigação, o grupo teria utilizado terceiros e empresas para ocultar patrimônio e dissimular a origem de recursos considerados ilícitos. Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão imóveis, veículos, máquinas e 1.611 cabeças de gado.
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Operação atingiu patrimônio superior a R$ 48 milhões

A Operação Labirinto de Bronze foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Rondônia. As ordens judiciais incluíram medidas de bloqueio de valores, restrições para circulação e transferência de veículos, sequestro de imóveis, indisponibilidade de cotas empresariais e apreensão de maquinários. As autoridades também determinaram restrições sobre um rebanho de 1.611 cabeças de gado encontrado em propriedades rurais investigadas na região de Cujubim.

Investigação apura atuação de milícia privada

A operação é resultado de um Procedimento Investigatório Criminal aberto para apurar a existência de uma suposta milícia privada e um possível esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público, os investigados teriam utilizado pessoas e empresas para ocultar patrimônio e tentar dissimular a origem de recursos considerados ilícitos. As suspeitas permanecem sob investigação, e as medidas patrimoniais determinadas pela Justiça não representam condenação dos envolvidos.

Movimentações financeiras chamaram atenção

Durante a apuração, os investigadores identificaram movimentações financeiras que, segundo o MPRO, seriam incompatíveis com a capacidade econômica formal declarada pelos investigados. Uma empresa do setor de terraplanagem também aparece na investigação. A suspeita é de que a estrutura empresarial tenha sido utilizada para movimentar recursos e contribuir para a ocultação de patrimônio. Os investigadores analisam ainda propriedades rurais, veículos e rebanhos que teriam sido registrados em nome de terceiros.
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Mandados foram cumpridos em três cidades

A fase ostensiva da operação alcançou endereços em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas relacionadas aos investigados. A operação também cumpriu ordem de prisão contra um dos principais alvos da apuração. As medidas foram autorizadas pela Justiça no curso da investigação conduzida pelo Ministério Público.

Principal investigado tinha histórico de fugas, diz MP

Segundo o Ministério Público, um dos principais investigados estava foragido e tinha histórico relacionado a crimes violentos e fugas registradas em outras operações. A investigação aponta que, mesmo durante o período em que ele esteve foragido, as atividades atribuídas ao grupo teriam continuado. Esse elemento passou a integrar a apuração sobre a estrutura utilizada para administrar e movimentar o patrimônio investigado.

Gado também entrou na mira da Justiça

As medidas patrimoniais não ficaram restritas a contas bancárias, imóveis ou veículos. A Justiça também determinou restrições envolvendo o rebanho encontrado em propriedades relacionadas à investigação. Ao todo, 1.611 cabeças de gado foram alcançadas pelas medidas judiciais. O objetivo é preservar os bens enquanto as autoridades investigam sua origem e eventual relação com o esquema apurado. Máquinas e outros bens ligados às propriedades também foram atingidos pelas decisões.

Bloqueio não significa condenação

As medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade patrimonial têm caráter cautelar e buscam impedir que bens investigados sejam vendidos, transferidos ou ocultados durante o andamento da apuração. A existência das medidas não representa uma conclusão definitiva de que todo o patrimônio tenha origem criminosa. As responsabilidades individuais e a eventual origem ilícita dos recursos e bens dependerão do avanço das investigações e das decisões judiciais.

Entenda o contexto

A Operação Labirinto de Bronze investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro associada à atuação de uma milícia privada em Rondônia. Segundo o MPRO, a investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, utilização de empresa para circulação de recursos e patrimônio registrado em nome de terceiros. As medidas judiciais alcançaram mais de R$ 48 milhões e incluem ativos financeiros, imóveis, veículos, maquinários, cotas empresariais e 1.611 cabeças de gado. O caso continua sob investigação para esclarecer a origem dos recursos, a participação de cada pessoa envolvida e a eventual utilização das estruturas empresariais e patrimoniais para lavagem de dinheiro.
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