Médico abre vidro de carro blindado após golpe do retrovisor e acaba baleado no Rio

Cirurgião vascular de 43 anos foi atingido no braço após criminosos simularem incidente no trânsito perto do Maracanã; vítima já havia sofrido outro assalto armado há quatro meses
Redação NC News
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O cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar, de 43 anos, foi baleado no braço após cair no chamado golpe do retrovisor enquanto dirigia um carro blindado nas proximidades do Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o relato da vítima, um motociclista atingiu o espelho do veículo para fazê-lo abrir o vidro e, na sequência, outros criminosos realizaram a abordagem.

O médico havia comprado o veículo blindado depois de sofrer outro assalto à mão armada há cerca de quatro meses. No ataque mais recente, ocorrido na semana passada, Harold foi atingido no braço esquerdo, sofreu uma fratura e precisou passar por cirurgia. A Polícia Civil investiga o caso.

 

Golpe começou com batida no retrovisor

Harold contou que voltava do trabalho para casa por volta das 18h quando um motociclista bateu no retrovisor de seu carro e deixou o espelho fora da posição.

Quando os veículos pararam em um sinal vermelho, o motociclista teria olhado para trás e feito um gesto de desculpas. O médico sinalizou que estava tudo bem e abriu o vidro do carro blindado para ajustar o retrovisor.

Foi nesse momento que uma segunda motocicleta se aproximou. Segundo o relato da vítima, havia duas pessoas no veículo, e uma delas estava armada.

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Criminoso exigiu celular e médico acabou baleado

O assaltante anunciou o roubo e exigiu o celular do médico. Harold relatou que, assustado com a abordagem, deixou o aparelho cair acidentalmente dentro do veículo.

Segundo ele, a reação irritou o criminoso, que efetuou um disparo. A bala atingiu o braço esquerdo do cirurgião e provocou uma fratura.

Mesmo ferido, Harold conseguiu deixar o local. O médico afirmou que precisou dirigir após o ataque enquanto estava com o braço gravemente lesionado.

 

 

Vítima passou por cirurgia

O disparo não atingiu estruturas que comprometessem a funcionalidade da mão, segundo o próprio médico. No domingo (20), Harold passou por uma cirurgia para colocação de fixadores externos no osso fraturado.

Um novo procedimento cirúrgico ainda deverá ser realizado durante o tratamento.

Ao comentar o episódio nas redes sociais, Harold disse considerar que escapou de consequências ainda mais graves e afirmou que pretende deixar o Rio de Janeiro após os episódios de violência.

 

 

Foi o segundo assalto armado em quatro meses

O ataque ocorreu cerca de quatro meses depois de Harold ter sido vítima de outro assalto à mão armada.

Na primeira ocorrência, o médico estava em outro veículo, que não era blindado. Os criminosos levaram objetos pessoais, incluindo celular, carteira e aliança.

Depois daquele crime, Harold decidiu comprar um automóvel blindado para aumentar a própria segurança. Mesmo com a proteção do veículo, a estratégia utilizada pelos assaltantes no episódio mais recente levou o médico a abrir o vidro.

 

 

Polícia procura imagens de câmeras de segurança

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 12ª DP (Copacabana).

Os agentes procuram imagens de câmeras de segurança e realizam outras diligências para esclarecer a dinâmica do ataque e tentar identificar os envolvidos.

Até a atualização mais recente, não havia informação sobre prisão dos suspeitos.

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Entenda o contexto

O caso chama atenção pela estratégia usada para fazer a vítima reduzir a proteção oferecida pelo veículo blindado. De acordo com o relato de Harold, o primeiro motociclista teria atingido o retrovisor e criado uma situação aparentemente comum no trânsito.

Quando o médico abriu o vidro para reposicionar o espelho, uma segunda motocicleta se aproximou e ocorreu a abordagem armada. A dinâmica relatada pela vítima agora será confrontada com imagens e outros elementos reunidos pela Polícia Civil.

O episódio aconteceu perto do Maracanã, na Zona Norte do Rio, e foi o segundo assalto armado sofrido pelo cirurgião em aproximadamente quatro meses.

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