Uma fisioterapeuta foi presa preventivamente em Goiânia, suspeita de causar lesões graves em pacientes durante procedimentos estéticos. A investigada foi identificada como Magda Oliveira da Silva. Segundo a Polícia Civil, sete mulheres inicialmente procuraram as autoridades relatando complicações após atendimentos realizados pela profissional.
As denúncias envolvem procedimentos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária. Entre os problemas relatados estão cortes, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido e cicatrizes. Após a divulgação do caso, outras possíveis vítimas começaram a procurar as autoridades.
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Entenda o que aconteceu
A investigação aponta que Magda é fisioterapeuta e possui formação complementar em harmonização facial, corporal e íntima. A suspeita, porém, é de que alguns dos procedimentos realizados tenham ultrapassado os limites técnicos e legais da atuação profissional.
Segundo a Polícia Civil, teriam sido realizados cortes, retirada de partes de tecidos e alterações na anatomia das pacientes. A investigação também apura a prescrição ou o fornecimento de medicamentos.
Entre as primeiras sete denunciantes, três relataram ter passado por ninfoplastias, procedimento realizado na região íntima. As pacientes afirmam ter sofrido diferentes tipos de lesões após as intervenções.
Pacientes relatam lesões graves
Uma das mulheres relatou sangramento, dor intensa, perda de sensibilidade no clitóris e dificuldades para manter relações sexuais. Outra afirmou ter precisado procurar atendimento médico e fazer uso de antibióticos depois do procedimento.
Há ainda o caso de uma paciente que relatou queimaduras graves nas mamas. Outras denúncias mencionam inchaço, hematomas, secreções, bolhas, cicatrizes e necessidade de atendimento médico.
Documentos e elementos médico-legais reunidos durante a investigação apontam, em determinados casos, lesões provocadas por intervenções nas regiões atendidas.
Polícia cumpriu buscas em consultórios
Além da prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos: um na residência da investigada e dois em consultórios relacionados a ela.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, documentos, medicamentos e outros materiais que serão analisados durante a investigação.
Segundo a apuração policial, também foram encontrados medicamentos vencidos e foi constatada ausência de licença sanitária para o funcionamento dos locais investigados.
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Polícia procura outras possíveis vítimas
A Polícia Civil divulgou a identificação da investigada para tentar localizar outras pessoas que possam ter passado por situações semelhantes.
Possíveis vítimas são orientadas a procurar a 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia e apresentar informações, documentos, fotografias ou outros elementos que possam contribuir com a investigação.
Após audiência de custódia, a prisão da fisioterapeuta foi mantida pela Justiça. A defesa informou que as manifestações serão feitas nos autos e declarou confiar que os fatos serão esclarecidos durante o processo.
Entenda o contexto
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região informou que instaurou processo administrativo e ético-disciplinar para apurar a conduta da profissional. O órgão também afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O caso continua sob investigação. As denúncias e suspeitas atribuídas à fisioterapeuta ainda serão apuradas, e a prisão preventiva não representa condenação definitiva.
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