Na ONU, presidente do Irã chama EUA e Israel de terroristas e cobra “justiça para a Palestina”

Masoud Pezeshkian rebateu acusações contra Teerã, disse que o país não se renderá e defendeu a diplomacia para encerrar os conflitos no Oriente Médio.
Redação NC News
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou Estados Unidos e Israel de terrorismo nesta quarta-feira (23), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O iraniano rebateu acusações feitas contra Teerã e afirmou que seu país não aceitará ser forçado a se render.

Pezeshkian também voltou sua fala para a situação dos palestinos e declarou que não haverá paz no Oriente Médio sem “justiça para a Palestina”. Ao mesmo tempo, defendeu a diplomacia como caminho para tentar encerrar os conflitos na região.

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Entenda o que aconteceu

O discurso de Pezeshkian ocorreu um dia depois da manifestação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral. Trump voltou a acusar o Irã de apoiar o terrorismo e fez ameaças contra a República Islâmica caso não seja alcançado um acordo para encerrar a guerra.

O presidente iraniano afirmou que já havia preparado sua manifestação, mas decidiu alterar parte do conteúdo depois das declarações feitas pelo norte-americano.

Ao responder às acusações, Pezeshkian classificou Estados Unidos e Israel como os responsáveis pelo terrorismo e acusou os dois países de atingirem civis.

Pezeshkian mostra imagens durante discurso

Durante a manifestação, o presidente iraniano mostrou fotografias de crianças que, segundo ele, morreram em um bombardeio contra uma escola em Minab.

Pezeshkian afirmou que as vítimas morreram em ataques realizados com armamentos dos Estados Unidos e de Israel e declarou que os iranianos seriam vítimas de terrorismo.

O presidente também exibiu uma imagem de Ali Khamenei, ex-líder supremo iraniano morto no primeiro dia do atual conflito, e afirmou que a morte ocorreu sem respaldo ou justificativa legal.

Irã diz que não vai se render

Pezeshkian adotou um tom de resistência ao falar sobre a guerra. O presidente afirmou que o Irã não será obrigado a se render e que continuará defendendo o país.

Apesar das declarações, o iraniano também defendeu uma solução diplomática para a guerra. Segundo ele, a ampliação do conflito não levará à paz no Oriente Médio.

O presidente ainda abordou as tensões no Estreito de Ormuz e criticou a presença de forças militares consideradas hostis por Teerã na região.

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Palestina entra no centro do discurso

A situação dos palestinos também ocupou espaço na manifestação. Pezeshkian afirmou que uma solução duradoura para os conflitos regionais depende do que chamou de “justiça para a Palestina”.

O presidente iraniano também declarou que Teerã não considera os países vizinhos do Golfo Pérsico como rivais e defendeu relações regionais baseadas em cooperação.

Entenda o contexto

O discurso ocorre em meio às discussões diplomáticas para tentar reduzir as tensões no Oriente Médio. A guerra envolvendo Estados Unidos e Irã está entre os principais temas da Assembleia Geral deste ano.

Na terça-feira (22), representantes iranianos e norte-americanos participaram de conversas em Nova York. Nesta quarta, Pezeshkian reforçou que Teerã pretende resistir às pressões militares, mas afirmou acreditar na diplomacia como caminho para uma solução.

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