Lula lidera gastos com impulsionamento nas redes sociais, mostra TSE

A menos de duas semanas do primeiro turno, candidatos já destinaram R$ 167,3 milhões só para a Meta; Lula lidera investimento, seguido por Flávio Bolsonaro
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Se antes o horário eleitoral gratuito, os santinhos e a panfletagem eram as principais ferramentas de comunicação de um candidato, hoje são as redes sociais que ocupam esse espaço. A menos de duas semanas do primeiro turno, os gastos dos candidatos à Presidência com impulsionamento de conteúdo nas redes já superam o total investido em toda a campanha de 2022.

Segundo dados do TSE, já foram destinados R$ 167,3 milhões à Meta — dona de Instagram, Facebook e WhatsApp — para turbinar postagens nesta eleição. Em 2022, a empresa de Mark Zuckerberg recebeu R$ 155,4 milhões dos candidatos, valor já corrigido pela inflação dos últimos quatro anos.

Veja também:

Defesa de Bolsonaro pede a Kassio suspensão de pena por tentativa de Golpe de Estado

O impulsionamento de posts foi a maior despesa das campanhas neste ano, assim como já havia sido em 2022 — um padrão que confirma a migração do investimento eleitoral para o ambiente digital.

Entenda o que aconteceu

O crescimento desse tipo de gasto acelerou nos últimos anos: entre a eleição presidencial de 2018 e a deste ano, as despesas com impulsionamento de conteúdo subiram 316%. O salto mostra a influência cada vez maior das redes sociais na disputa por votos e marca uma mudança de paradigma em relação às campanhas de décadas anteriores, quando o grosso do investimento ia para propaganda de rua e horário eleitoral na TV.

Lula lidera os gastos com impulsionamento

O presidente Lula (PT) é quem mais investiu para impulsionar publicações na campanha até agora, com R$ 4,7 milhões destinados a ampliar o alcance de seus posts.

Flávio Bolsonaro (PL), segundo colocado entre os presidenciáveis, gastou R$ 702 mil — uma diferença de mais de seis vezes em relação ao petista.

A mudança de estratégia digital de Lula

Em 2022, Lula não teve gastos com impulsionamento no Facebook, concentrando os investimentos digitais no Google — plataforma na qual só ficou atrás do próprio adversário de então, Jair Bolsonaro (PL).

O cenário mudou porque o Google deixou de aceitar anúncios eleitorais a partir de 2024. Sem essa opção disponível em 2026, Lula direcionou o investimento para a Meta, onde hoje é o candidato que mais gasta entre todos os presidenciáveis.

Os demais candidatos

Atrás de Lula e Flávio Bolsonaro no ranking de impulsionamento aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 192,6 mil investidos, seguido por Augusto Cury (Avante), com R$ 132,3 mil, Romeu Zema (Novo), com R$ 95,2 mil, e Renan Santos (Missão), com R$ 85,6 mil.

Entenda o contexto

Os números do TSE mostram que o impulsionamento digital deixou de ser um gasto acessório e passou a concentrar a maior fatia do orçamento das campanhas presidenciais — um movimento que se intensifica a cada eleição e que, faltando poucos dias para o primeiro turno, já supera o total gasto com a mesma ferramenta em todo o pleito de 2022.

Carregar Comentários