Robôs humanoides já fazem faxina em casas por US$ 30 a hora nos EUA

Serviço da Tau Robotics funciona em São Francisco, mas máquinas ainda são controladas remotamente por humanos e registram imagens usadas no treinamento da inteligência artificial
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Robôs humanoides já estão entrando em casas de São Francisco, nos Estados Unidos, para realizar tarefas de limpeza. A Tau Robotics oferece o serviço por US$ 30 por hora por máquina, com atividades como aspirar pisos, limpar superfícies, retirar o lixo e organizar objetos.

Apesar da aparência futurista, os equipamentos ainda não trabalham de maneira totalmente autônoma. Durante a limpeza, um operador humano controla o robô remotamente, enquanto sistemas de inteligência artificial auxiliam na execução das tarefas.

 

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Como funciona a faxina com robôs

O serviço começou a ser oferecido em São Francisco no fim de julho e ainda funciona por meio de convites. Interessados que não receberam um código podem entrar em uma lista de espera da empresa.

Cada atendimento dura uma hora. Atualmente, a Tau informa que envia dois humanoides para cada visita, ao custo total de US$ 60 pela hora de trabalho das duas máquinas.

Os robôs conseguem executar tarefas como aspirar o chão, limpar bancadas e outras superfícies, retirar o lixo e recolher pequenos objetos espalhados pelo ambiente. Quartos e banheiros ficam fora da área de atuação por padrão, mas podem ser incluídos mediante autorização do cliente.

Robôs ainda são controlados por humanos

A principal limitação está na autonomia. A própria Tau informa que os humanoides são operados em tempo real por profissionais treinados que trabalham remotamente nas instalações da empresa.

Isso significa que uma pessoa acompanha pelas câmeras do equipamento o que acontece dentro da residência e controla os movimentos necessários para completar a limpeza.

A estratégia é utilizar a combinação entre operação humana e inteligência artificial como uma etapa do desenvolvimento da tecnologia. A intenção é aumentar gradualmente a autonomia das máquinas até que o operador possa assumir apenas uma função de supervisão.

Imagens das casas ajudam a treinar a inteligência artificial

As visitas também funcionam como fonte de dados para o desenvolvimento dos robôs. Segundo os termos do serviço, as limpezas são gravadas continuamente pelas câmeras instaladas nos equipamentos.

As informações coletadas durante a operação podem ser utilizadas para treinar os modelos da empresa. Dessa forma, situações encontradas em residências reais ajudam os sistemas a aprender como lidar com diferentes móveis, objetos, superfícies e configurações de ambientes.

O modelo também coloca a privacidade no centro da discussão. Ao contratar o serviço, o morador permite que um operador visualize o interior da residência em tempo real durante a execução das tarefas e que imagens sejam registradas.

Mercado de humanoides começa a sair dos laboratórios

A experiência da Tau ocorre em um momento de expansão dos investimentos em robôs humanoides. Empresas de tecnologia tentam levar equipamentos antes concentrados em laboratórios e fábricas para ambientes cotidianos, como escritórios e residências.

Por enquanto, o serviço em São Francisco funciona como uma operação inicial e com acesso limitado. A capacidade dos robôs ainda depende diretamente da participação humana, mas a experiência mostra como empresas do setor estão utilizando ambientes reais para desenvolver máquinas capazes de executar tarefas físicas com níveis maiores de autonomia.

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