O Distrito Federal registrou sete ocorrências ligadas ao período eleitoral neste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026. Segundo balanço apresentado pelas autoridades de segurança, a maioria dos casos está relacionada a suspeitas de boca de urna.
As ocorrências foram acompanhadas pelas forças de segurança e pela Justiça Eleitoral. Parte dos casos identificados pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi encaminhada à Polícia Federal (PF), responsável pela apuração de crimes eleitorais.
Além das abordagens realizadas durante o dia, as autoridades investigam o descarte irregular de santinhos em frente a locais de votação durante a madrugada.
Boca de urna é crime: veja o que é proibido no dia da eleição
Câmeras registraram carros espalhando santinhos
Segundo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, câmeras de monitoramento registraram veículos passando por locais de votação e arremessando material de propaganda eleitoral pelas janelas.
As imagens foram preservadas e deverão ser analisadas para tentar identificar os veículos e os responsáveis. As autoridades informaram que houve locais que amanheceram com grande quantidade de santinhos espalhados.
O monitoramento conta com imagens do sistema DF 360 e de câmeras instaladas em colégios eleitorais.
Ocorrências de boca de urna
Entre os registros feitos ao longo da manhã estavam denúncias de possível boca de urna em regiões como Ceilândia e Samambaia. As situações passaram por apuração das autoridades.
A legislação eleitoral proíbe, no dia da votação, ações destinadas a convencer eleitores, como distribuição de santinhos, pedidos de voto e arregimentação de pessoas.
A manifestação individual e silenciosa da preferência política continua permitida, inclusive por meio de bandeiras, broches, adesivos e camisetas.
Segurança mobiliza milhares de agentes
O esquema montado para as eleições no Distrito Federal conta com cerca de 5 mil policiais militares destacados especificamente para a operação eleitoral, além do efetivo empregado nas atividades regulares.
As forças de segurança e a Justiça Eleitoral seguem monitorando possíveis irregularidades durante o restante da votação.