Manifestantes depredam estações do Metrô durante ato pró-Lula na Avenida Paulista

Ocorrências foram registradas durante a dispersão da manifestação deste domingo (11); SSP informou que o Metrô registrará boletim de ocorrência para apurar os danos.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x
Manifestantes que participaram de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, depredaram acessos de estações do Metrô durante a dispersão. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), um boletim de ocorrência será registrado nesta segunda-feira (12) pelo Metrô para apurar os danos. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram vidros da Estação Trianon-Masp pichados e pessoas sobre estruturas das estações com cartazes de protesto contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Bancas de jornal próximas à estação também aparecem com pichações. A Polícia Militar informou que, durante a dispersão, bloqueou as entradas e saídas das estações Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, e Paulista, da Linha 4-Amarela, devido a ocorrências de depredação e tumulto. O Metrô apresentou outra justificativa e afirmou que a medida seguiu protocolos de segurança para situações de demanda excepcional.
LEIA TAMBÉM
Tarcisio reage à depredação do metrô em ato pró-Lula

Estações foram fechadas durante dispersão

De acordo com a PM, o bloqueio das estações ocorreu durante a dispersão dos participantes do ato. A corporação informou que as medidas foram adotadas diante de ocorrências envolvendo tumulto e depredação. O Metrô, porém, informou que o fechamento seguiu protocolos operacionais de segurança para situações de demanda excepcional. As versões diferentes foram registradas pelas próprias instituições responsáveis pela operação e pelo policiamento da região. A Estação Trianon-Masp integra a Linha 2-Verde e fica na Avenida Paulista. A Linha 4-Amarela também possui a Estação Paulista, que atende a região central da manifestação.

Boletim de ocorrência vai registrar os danos

A SSP informou que o Metrô registrará um boletim de ocorrência para formalizar os danos e permitir a apuração das circunstâncias. Até a publicação da informação, não havia identificação oficial dos responsáveis pelas depredações. O Metrô e a SSP também não haviam divulgado uma estimativa dos prejuízos provocados nas estruturas. A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá da identificação dos autores e da investigação.

Ato reuniu apoiadores de Lula na Paulista

A manifestação ocorreu na Avenida Paulista e teve como foco a campanha de Lula para o segundo turno das Eleições 2026. O presidente participou do ato acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Guilherme Boulos (PSOL) e de outros aliados. Durante o evento, participantes levaram bandeiras, cartazes políticos e símbolos religiosos. Imagens de Nossa Senhora Aparecida também foram exibidas, em referência ao feriado nacional celebrado nesta segunda-feira (12). O ato ocorreu na reta final da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Lula pediu mobilização de eleitores

Em seu discurso, Lula pediu que os apoiadores procurassem eleitores que não compareceram ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. O presidente destacou especialmente pessoas que perderam o interesse pela política e eleitores com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo. Segundo dados apresentados na reportagem do Metrópoles, 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, o equivalente a 21,08% do eleitorado.
“Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar.”

Depredação ocorreu durante dispersão do ato

As imagens divulgadas após a manifestação mostram pichações nos vidros da Trianon-Masp e danos em estruturas próximas. Também foram registradas pichações em bancas de jornal instaladas nas proximidades. A ocorrência foi registrada depois do encerramento do ato, quando parte dos participantes ainda permanecia na região da Avenida Paulista. A PM informou que as estações foram bloqueadas justamente durante esse período de dispersão. O caso será formalizado por meio de boletim de ocorrência e deverá ser investigado pelas autoridades responsáveis. Até o momento, não havia informação oficial sobre prisões ou identificação dos responsáveis pelos danos.

Tarcísio anuncia medida judicial

Após os episódios, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que pretende acionar a Justiça para buscar a responsabilização dos envolvidos e o ressarcimento de eventuais prejuízos causados ao patrimônio público. A medida anunciada pelo governador ainda depende da formalização das providências jurídicas e da identificação dos responsáveis pelos danos. O episódio também entrou no debate político do segundo turno, que tem São Paulo como um dos principais centros da disputa eleitoral.
AS MAIS LIDAS DO NC NEWS
Autora do impeachment de Dilma perde eleição e cobra explicações dos eleitores
Imagens de Nossa Senhora e cartazes religiosos marcam ato pró-Lula na Paulista
PMs que mataram jovem com 27 tiros em Moema são afastados das ruas
Carregar Comentários