Jovem morto com 27 tiros por PMs é enterrado em SP; câmeras ainda não chegaram à Polícia Civil

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi atingido por 27 dos 45 disparos feitos por quatro policiais durante abordagem em Moema; agentes foram afastados
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Quatro policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das atividades operacionais no domingo (11), depois que a Polícia Militar analisou as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes. Apesar disso, a Polícia Civil ainda não havia recebido a íntegra das gravações até o início da tarde desta segunda-feira. O material é considerado importante para esclarecer a dinâmica da abordagem. Segundo a apuração da TV Globo e do g1, as imagens foram solicitadas formalmente ao comando da PM logo após a ocorrência, mas ainda não tinham sido encaminhadas ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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Jovem foi atingido por 27 dos 45 disparos

Gustavo foi morto na madrugada de sábado (10), na Alameda dos Guaramomis, em Indianópolis, região de Moema. Segundo o boletim de ocorrência, quatro policiais efetuaram 45 disparos durante a abordagem. A perícia identificou pelo menos 27 ferimentos provocados por tiros no corpo do jovem. De acordo com a versão apresentada pelos agentes, a Polícia Militar havia sido acionada para atender a uma ocorrência envolvendo um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida. Ao chegar ao local, os policiais afirmaram que Gustavo correu e, posteriormente, saiu de uma área escura com os braços estendidos e segurando um objeto escuro. Os agentes disseram ter interpretado o objeto como uma arma de fogo e efetuaram os disparos. O objeto encontrado ao lado do corpo, entretanto, era um telefone celular.

Quatro policiais fizeram os disparos

Segundo o registro policial, um soldado efetuou 14 disparos, outro soldado fez 13, um terceiro policial realizou 12 e um sargento efetuou seis tiros. Foram recolhidas 44 cápsulas de munição no local. A perícia também identificou ferimentos na cabeça, tórax, abdômen, braços e pernas de Gustavo. As armas utilizadas pelos policiais foram apreendidas para exames balísticos. Os investigadores também deverão analisar a trajetória dos projéteis e as posições dos agentes e da vítima durante a ocorrência.

Câmeras corporais são consideradas peças importantes da investigação

Os quatro policiais utilizavam câmeras corporais durante a ação. A Polícia Militar analisou as gravações antes de decidir pelo afastamento dos agentes das atividades operacionais. A Polícia Civil, responsável pela investigação criminal, porém, ainda aguardava o recebimento das imagens. O DHPP solicitou formalmente o material à PM logo depois da ocorrência. Além das câmeras corporais, os investigadores procuram imagens de equipamentos de segurança instalados em imóveis e estabelecimentos próximos ao local da morte.

Investigação vai reconstruir a sequência dos tiros

Um dos pontos que deverão ser esclarecidos é a sequência dos disparos e a posição de Gustavo no momento em que cada tiro foi efetuado. A perícia também deverá verificar se houve disparos quando o jovem já estava caído. A análise das imagens das câmeras corporais será confrontada com os vestígios encontrados na cena, os laudos periciais e os depoimentos dos policiais e das testemunhas.

Família contesta versão de tentativa de suicídio

Familiares de Gustavo contestam a versão registrada no boletim de ocorrência de que ele estaria ameaçando tirar a própria vida. Segundo a família, o jovem fazia tratamento psiquiátrico e utilizava medicamentos antidepressivos, mas nunca havia apresentado tentativa de suicídio ou episódios de surto psicótico.
“Era um tratamento depressivo que não envolvia nenhum tipo de episódio relacionado à tentativa de suicídio, tentativa de automutilação, nem nada do tipo”, afirmou a advogada da família à TV Globo.
A família também afirmou que Gustavo, que era negro, já havia sido abordado por policiais outras vezes nas ruas de Moema, onde morava. A defesa sustenta que as circunstâncias dessas abordagens anteriores também devem ser consideradas na apuração. Segundo a Polícia Civil, Gustavo não tinha antecedentes criminais.

Jovem se preparava para entrar na faculdade

Gustavo morava com a mãe e as irmãs e trabalhava em um hospital. Pessoas próximas o descreveram como um jovem prestativo, que ajudava familiares e vizinhos e também cuidava de cachorros. Segundo relatos ouvidos pela TV Globo, ele se preparava para seguir uma carreira universitária e tinha dúvidas entre cursar medicina veterinária e engenharia mecânica.
“É um moleque bom, gente boa, sempre que precisava ele arrumava bicicleta da minha filha”, disse o técnico de refrigeração Eguinaldo Ferreira, que conhecia Gustavo desde a infância.

DHPP também investiga demora na comunicação do caso

Outro ponto que entrou no radar da investigação é o intervalo entre o acionamento dos policiais e a comunicação da ocorrência ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa. Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta das 2h35 de sábado. O DHPP, porém, só teria sido comunicado por volta das 8h40, aproximadamente seis horas depois. O corpo de Gustavo permaneceu no local por várias horas e foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal depois da realização dos trabalhos periciais.

Polícia Militar e Polícia Civil investigam

O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, por meio do DHPP, e pela Polícia Militar, que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que não tolera desvios de conduta e que eventuais irregularidades identificadas durante as investigações serão punidas. O afastamento dos quatro policiais das atividades operacionais não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade dos agentes. A definição sobre eventuais crimes ou infrações dependerá da análise das provas e da conclusão dos procedimentos.

Imagens podem esclarecer pontos ainda sem resposta

A entrega das câmeras corporais ao DHPP é aguardada pelos investigadores porque as gravações podem ajudar a esclarecer o que aconteceu nos segundos que antecederam os disparos, a distância entre policiais e vítima e a sequência da ação. Enquanto o material não é incorporado à investigação da Polícia Civil, permanecem em análise as versões apresentadas pelos agentes, os relatos da família, os vestígios encontrados no local e os resultados dos exames periciais. O caso segue sob investigação, e novas conclusões dependerão da reunião e análise conjunta desses elementos. O corpo de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (12), em São Paulo, após o jovem ser morto com 27 tiros disparados por policiais militares durante uma abordagem em Moema, na Zona Sul da capital. A família e amigos se despediram do rapaz, que sonhava em cursar medicina veterinária ou engenharia mecânica. Quatro policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das atividades operacionais no domingo (11), depois que a Polícia Militar analisou as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes. Apesar disso, a Polícia Civil ainda não havia recebido a íntegra das gravações até o início da tarde desta segunda-feira. O material é considerado importante para esclarecer a dinâmica da abordagem. Segundo a apuração da TV Globo e do g1, as imagens foram solicitadas formalmente ao comando da PM logo após a ocorrência, mas ainda não tinham sido encaminhadas ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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Jovem foi atingido por 27 dos 45 disparos

Gustavo foi morto na madrugada de sábado (10), na Alameda dos Guaramomis, em Indianópolis, região de Moema. Segundo o boletim de ocorrência, quatro policiais efetuaram 45 disparos durante a abordagem. A perícia identificou pelo menos 27 ferimentos provocados por tiros no corpo do jovem. De acordo com a versão apresentada pelos agentes, a Polícia Militar havia sido acionada para atender a uma ocorrência envolvendo um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida. Ao chegar ao local, os policiais afirmaram que Gustavo correu e, posteriormente, saiu de uma área escura com os braços estendidos e segurando um objeto escuro. Os agentes disseram ter interpretado o objeto como uma arma de fogo e efetuaram os disparos. O objeto encontrado ao lado do corpo, entretanto, era um telefone celular.

Quatro policiais fizeram os disparos

Segundo o registro policial, um soldado efetuou 14 disparos, outro soldado fez 13, um terceiro policial realizou 12 e um sargento efetuou seis tiros. Foram recolhidas 44 cápsulas de munição no local. A perícia também identificou ferimentos na cabeça, tórax, abdômen, braços e pernas de Gustavo. As armas utilizadas pelos policiais foram apreendidas para exames balísticos. Os investigadores também deverão analisar a trajetória dos projéteis e as posições dos agentes e da vítima durante a ocorrência.

Câmeras corporais são consideradas peças importantes da investigação

Os quatro policiais utilizavam câmeras corporais durante a ação. A Polícia Militar analisou as gravações antes de decidir pelo afastamento dos agentes das atividades operacionais. A Polícia Civil, responsável pela investigação criminal, porém, ainda aguardava o recebimento das imagens. O DHPP solicitou formalmente o material à PM logo depois da ocorrência. Além das câmeras corporais, os investigadores procuram imagens de equipamentos de segurança instalados em imóveis e estabelecimentos próximos ao local da morte.

Investigação vai reconstruir a sequência dos tiros

Um dos pontos que deverão ser esclarecidos é a sequência dos disparos e a posição de Gustavo no momento em que cada tiro foi efetuado. A perícia também deverá verificar se houve disparos quando o jovem já estava caído. A análise das imagens das câmeras corporais será confrontada com os vestígios encontrados na cena, os laudos periciais e os depoimentos dos policiais e das testemunhas.

Família contesta versão de tentativa de suicídio

Familiares de Gustavo contestam a versão registrada no boletim de ocorrência de que ele estaria ameaçando tirar a própria vida. Segundo a família, o jovem fazia tratamento psiquiátrico e utilizava medicamentos antidepressivos, mas nunca havia apresentado tentativa de suicídio ou episódios de surto psicótico.
“Era um tratamento depressivo que não envolvia nenhum tipo de episódio relacionado à tentativa de suicídio, tentativa de automutilação, nem nada do tipo”, afirmou a advogada da família à TV Globo.
A família também afirmou que Gustavo, que era negro, já havia sido abordado por policiais outras vezes nas ruas de Moema, onde morava. A defesa sustenta que as circunstâncias dessas abordagens anteriores também devem ser consideradas na apuração. Segundo a Polícia Civil, Gustavo não tinha antecedentes criminais.

Jovem se preparava para entrar na faculdade

Gustavo morava com a mãe e as irmãs e trabalhava em um hospital. Pessoas próximas o descreveram como um jovem prestativo, que ajudava familiares e vizinhos e também cuidava de cachorros. Segundo relatos ouvidos pela TV Globo, ele se preparava para seguir uma carreira universitária e tinha dúvidas entre cursar medicina veterinária e engenharia mecânica.
“É um moleque bom, gente boa, sempre que precisava ele arrumava bicicleta da minha filha”, disse o técnico de refrigeração Eguinaldo Ferreira, que conhecia Gustavo desde a infância.

DHPP também investiga demora na comunicação do caso

Outro ponto que entrou no radar da investigação é o intervalo entre o acionamento dos policiais e a comunicação da ocorrência ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa. Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta das 2h35 de sábado. O DHPP, porém, só teria sido comunicado por volta das 8h40, aproximadamente seis horas depois. O corpo de Gustavo permaneceu no local por várias horas e foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal depois da realização dos trabalhos periciais.

Polícia Militar e Polícia Civil investigam

O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, por meio do DHPP, e pela Polícia Militar, que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que não tolera desvios de conduta e que eventuais irregularidades identificadas durante as investigações serão punidas. O afastamento dos quatro policiais das atividades operacionais não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade dos agentes. A definição sobre eventuais crimes ou infrações dependerá da análise das provas e da conclusão dos procedimentos.

Imagens podem esclarecer pontos ainda sem resposta

A entrega das câmeras corporais ao DHPP é aguardada pelos investigadores porque as gravações podem ajudar a esclarecer o que aconteceu nos segundos que antecederam os disparos, a distância entre policiais e vítima e a sequência da ação. Enquanto o material não é incorporado à investigação da Polícia Civil, permanecem em análise as versões apresentadas pelos agentes, os relatos da família, os vestígios encontrados no local e os resultados dos exames periciais. O caso segue sob investigação, e novas conclusões dependerão da reunião e análise conjunta desses elementos. O corpo de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (12), em São Paulo, após o jovem ser morto com 27 tiros disparados por policiais militares durante uma abordagem em Moema, na Zona Sul da capital. A família e amigos se despediram do rapaz, que sonhava em cursar medicina veterinária ou engenharia mecânica. Quatro policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das atividades operacionais no domingo (11), depois que a Polícia Militar analisou as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes. Apesar disso, a Polícia Civil ainda não havia recebido a íntegra das gravações até o início da tarde desta segunda-feira. O material é considerado importante para esclarecer a dinâmica da abordagem. Segundo a apuração da TV Globo e do g1, as imagens foram solicitadas formalmente ao comando da PM logo após a ocorrência, mas ainda não tinham sido encaminhadas ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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Gustavo foi morto na madrugada de sábado (10), na Alameda dos Guaramomis, em Indianópolis, região de Moema. Segundo o boletim de ocorrência, quatro policiais efetuaram 45 disparos durante a abordagem. A perícia identificou pelo menos 27 ferimentos provocados por tiros no corpo do jovem. De acordo com a versão apresentada pelos agentes, a Polícia Militar havia sido acionada para atender a uma ocorrência envolvendo um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida. Ao chegar ao local, os policiais afirmaram que Gustavo correu e, posteriormente, saiu de uma área escura com os braços estendidos e segurando um objeto escuro. Os agentes disseram ter interpretado o objeto como uma arma de fogo e efetuaram os disparos. O objeto encontrado ao lado do corpo, entretanto, era um telefone celular.

Quatro policiais fizeram os disparos

Segundo o registro policial, um soldado efetuou 14 disparos, outro soldado fez 13, um terceiro policial realizou 12 e um sargento efetuou seis tiros. Foram recolhidas 44 cápsulas de munição no local. A perícia também identificou ferimentos na cabeça, tórax, abdômen, braços e pernas de Gustavo. As armas utilizadas pelos policiais foram apreendidas para exames balísticos. Os investigadores também deverão analisar a trajetória dos projéteis e as posições dos agentes e da vítima durante a ocorrência.

Câmeras corporais são consideradas peças importantes da investigação

Os quatro policiais utilizavam câmeras corporais durante a ação. A Polícia Militar analisou as gravações antes de decidir pelo afastamento dos agentes das atividades operacionais. A Polícia Civil, responsável pela investigação criminal, porém, ainda aguardava o recebimento das imagens. O DHPP solicitou formalmente o material à PM logo depois da ocorrência. Além das câmeras corporais, os investigadores procuram imagens de equipamentos de segurança instalados em imóveis e estabelecimentos próximos ao local da morte.

Investigação vai reconstruir a sequência dos tiros

Um dos pontos que deverão ser esclarecidos é a sequência dos disparos e a posição de Gustavo no momento em que cada tiro foi efetuado. A perícia também deverá verificar se houve disparos quando o jovem já estava caído. A análise das imagens das câmeras corporais será confrontada com os vestígios encontrados na cena, os laudos periciais e os depoimentos dos policiais e das testemunhas.

Família contesta versão de tentativa de suicídio

Familiares de Gustavo contestam a versão registrada no boletim de ocorrência de que ele estaria ameaçando tirar a própria vida. Segundo a família, o jovem fazia tratamento psiquiátrico e utilizava medicamentos antidepressivos, mas nunca havia apresentado tentativa de suicídio ou episódios de surto psicótico.
“Era um tratamento depressivo que não envolvia nenhum tipo de episódio relacionado à tentativa de suicídio, tentativa de automutilação, nem nada do tipo”, afirmou a advogada da família à TV Globo.
A família também afirmou que Gustavo, que era negro, já havia sido abordado por policiais outras vezes nas ruas de Moema, onde morava. A defesa sustenta que as circunstâncias dessas abordagens anteriores também devem ser consideradas na apuração. Segundo a Polícia Civil, Gustavo não tinha antecedentes criminais.

Jovem se preparava para entrar na faculdade

Gustavo morava com a mãe e as irmãs e trabalhava em um hospital. Pessoas próximas o descreveram como um jovem prestativo, que ajudava familiares e vizinhos e também cuidava de cachorros. Segundo relatos ouvidos pela TV Globo, ele se preparava para seguir uma carreira universitária e tinha dúvidas entre cursar medicina veterinária e engenharia mecânica.
“É um moleque bom, gente boa, sempre que precisava ele arrumava bicicleta da minha filha”, disse o técnico de refrigeração Eguinaldo Ferreira, que conhecia Gustavo desde a infância.

DHPP também investiga demora na comunicação do caso

Outro ponto que entrou no radar da investigação é o intervalo entre o acionamento dos policiais e a comunicação da ocorrência ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa. Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta das 2h35 de sábado. O DHPP, porém, só teria sido comunicado por volta das 8h40, aproximadamente seis horas depois. O corpo de Gustavo permaneceu no local por várias horas e foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal depois da realização dos trabalhos periciais.

Polícia Militar e Polícia Civil investigam

O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, por meio do DHPP, e pela Polícia Militar, que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que não tolera desvios de conduta e que eventuais irregularidades identificadas durante as investigações serão punidas. O afastamento dos quatro policiais das atividades operacionais não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade dos agentes. A definição sobre eventuais crimes ou infrações dependerá da análise das provas e da conclusão dos procedimentos.

Imagens podem esclarecer pontos ainda sem resposta

A entrega das câmeras corporais ao DHPP é aguardada pelos investigadores porque as gravações podem ajudar a esclarecer o que aconteceu nos segundos que antecederam os disparos, a distância entre policiais e vítima e a sequência da ação. Enquanto o material não é incorporado à investigação da Polícia Civil, permanecem em análise as versões apresentadas pelos agentes, os relatos da família, os vestígios encontrados no local e os resultados dos exames periciais. O caso segue sob investigação, e novas conclusões dependerão da reunião e análise conjunta desses elementos.
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