Um tiro atravessou a porta de vidro de uma base da Polícia Militar e atingiu um móvel e uma parede da cabine onde trabalham os agentes, durante um ataque de criminosos armados na Gardênia Azul, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A ação aconteceu na madrugada desta segunda-feira (2) e foi acompanhada de confrontos, barricadas incendiadas e bloqueios em vias importantes da região. Nenhum policial ficou ferido no ataque à estrutura.
Imagens gravadas por um dos militares dentro da base mostram os danos provocados pelo disparo. No vídeo, o policial aponta o caminho percorrido pelo projétil, que atravessou o vidro antes de atingir o interior da cabine. As marcas registradas na estrutura indicam que o tiro alcançou uma área utilizada pelos agentes durante o serviço.
Segundo a Polícia Militar, equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) foram acionadas após informações sobre o ataque. Durante as buscas pelos responsáveis, os policiais também foram recebidos a tiros e houve confronto. Os suspeitos fugiram em direção a uma área de mata. Um fuzil Colt e 28 munições intactas foram apreendidos.
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Disparo atravessou porta de vidro e atingiu interior da base policial
O ataque ocorreu durante a madrugada, quando homens armados efetuaram disparos contra a estrutura da Polícia Militar instalada na comunidade da Gardênia Azul.
Um dos tiros atravessou a porta de vidro e entrou na cabine onde os policiais costumam permanecer.
O projétil atingiu um móvel e depois uma parede. As marcas foram registradas por um agente que gravou o interior da unidade após a ocorrência.
Apesar dos danos, a corporação informou que nenhum policial ficou ferido.
A Polícia Militar não divulgou, nas informações iniciais, quantos homens participaram diretamente do ataque nem a quantidade total de disparos efetuados contra a base.
Criminosos incendiaram barricadas e bloquearam avenidas
Além dos tiros contra a unidade policial, criminosos utilizaram barricadas para dificultar a movimentação das equipes de segurança.
Pneus, lixo e outros materiais foram incendiados em ruas da comunidade e em pontos de acesso à região.
A Avenida Ayrton Senna, uma das principais vias da Zona Sudoeste do Rio, chegou a registrar bloqueios em dois trechos: nas proximidades de uma passarela e perto da base da PM.
Dois ônibus também foram utilizados como obstáculos na Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão.
Os veículos foram posicionados de maneira a impedir ou dificultar a passagem de automóveis e viaturas.
Durante a madrugada, policiais trabalharam na retirada das barricadas e na liberação dos acessos.
A corporação também informou ter apreendido dezenas de pneus que, segundo os agentes, seriam utilizados para montar novos bloqueios.
Policiais trocaram tiros com suspeitos durante buscas
Após o ataque inicial, equipes do 18º Batalhão da Polícia Militar realizaram buscas para localizar os responsáveis.
Durante o patrulhamento, os agentes foram recebidos com novos disparos e houve troca de tiros.
Segundo a corporação, os suspeitos conseguiram fugir em direção a uma área de mata.
Na Rua Melo, no interior da Gardênia Azul, os policiais apreenderam um fuzil Colt, calibre 5,56, e 28 munições intactas.
O armamento foi encaminhado para os procedimentos de investigação.
Até a divulgação das informações sobre a ocorrência, não havia confirmação de prisões relacionadas ao ataque.
PM aponta suspeito de ordenar ataques na Gardênia Azul
A Polícia Militar atribuiu a ordem para as ações criminosas a Rubens Matheus Ribeiro, conhecido como Astro.
Segundo a corporação, ele é apontado como responsável pelo controle de atividades criminosas na Gardênia Azul.
A informação faz parte da avaliação policial sobre o episódio. Não havia confirmação de que o suspeito tivesse sido localizado ou preso em decorrência do ataque.
A Gardênia Azul é uma região marcada por disputas territoriais envolvendo organizações criminosas e grupos de milicianos.
Esses conflitos têm provocado operações policiais e episódios recorrentes de violência, afetando a rotina de moradores e a circulação pelas vias próximas à comunidade.
Região já registrou confronto que terminou com morte de policial do Bope
A Gardênia Azul também foi cenário de outro episódio grave de violência em outubro.
No dia 11 daquele mês, o subtenente Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu durante um confronto envolvendo policiais do próprio Bope e do 18º BPM.
Na ocasião, equipes das duas unidades teriam se confundido durante uma ação em uma área de pouca iluminação.
O confronto deixou outros quatro policiais feridos e passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios e pela Corregedoria da Polícia Militar.
O episódio de outubro foi distinto do ataque registrado nesta segunda-feira, mas demonstra a complexidade das operações de segurança na região.
Polícia investiga ataque e mantém reforço no patrulhamento
A ocorrência desta segunda-feira ficou sob responsabilidade da 32ª Delegacia de Polícia (Taquara).
A investigação deverá esclarecer quem participou do ataque, a origem dos disparos e a possível participação dos suspeitos apontados pelas autoridades.
O armamento apreendido também poderá passar por exames para auxiliar na identificação de possíveis ligações com outros episódios criminosos.
A Polícia Militar informou que o policiamento na Gardênia Azul permanece reforçado após os confrontos.
As autoridades também acompanham a situação dos acessos à comunidade, onde foram registrados bloqueios e barricadas incendiadas.
Até a última atualização, não havia informações sobre policiais feridos ou suspeitos presos durante a ocorrência.