O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, revelou nesta segunda-feira (1º) que o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a discutir a possibilidade de lançá-lo como candidato ao Planalto. No entanto, em entrevista a um programa de rádio, Tarcísio minimizou a hipótese e selou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro para a corrida presidencial.
“O Bolsonaro indicou o Flávio. Então, meu candidato é o Flávio. Ponto, está fechado”, cravou o governador, reforçando sua lealdade e gratidão ao ex-presidente, a quem atribui sua projeção no cenário político nacional.
Polarização consolidada e defesa de Bolsonaro
Ao comentar o desenho para a sucessão presidencial, Tarcísio descartou a viabilidade de uma terceira via, apontando que o eleitorado segue altamente polarizado. Para ele, o cenário está consolidado: “A disputa vai ser entre Lula e o Flávio, não há dúvida disso”.
O governador paulista também criticou duramente a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, classificando a decisão como uma “grande maldade” que visa tirá-lo do debate público. Tarcísio definiu o padrinho político como uma “liderança incontestável” e com força única para “mover o ponteiro” e mobilizar as massas.
Críticas à gestão federal e distanciamento político
No campo econômico, Tarcísio fez duras críticas à condução do governo federal. Ao citar o crescimento do Paraguai baseado na redução de burocracia e impostos, o governador lamentou o atual teto de gastos da gestão interna. “Estão gastando como se não houvesse o dia depois de amanhã. E essa conta vai chegar”, alertou, apontando a deterioração das contas públicas e o resultado das estatais.
O mandatário encerrou o bloco de declarações criticando o comportamento do que chamou de “velha política”, diagnosticando um forte distanciamento entre os mandatários e as demandas reais da população. “O grande problema da classe política hoje é a desconexão das pessoas. Muita preocupação com o próprio círculo e a falta de conexão com a pessoa que tá na ponta”, concluiu.