Fale com a gente NC News TV Ao Vivo

Big techs pedem período de transição para mudanças no Marco Civil da Internet

Representantes das big techs afirmam que mudanças imediatas poderiam gerar insegurança jurídica e dificuldades para a implementação de novas políticas
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Representantes das principais empresas de tecnologia defendem a criação de um período de transição para se adaptarem às regras de responsabilização das plataformas digitais previstas no Marco Civil da Internet. A discussão ocorre enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa os recursos apresentados pelas empresas.

Segundo representantes do setor, uma eventual mudança nas regras exigiria adaptações técnicas e operacionais por parte das plataformas. Com isso em vista, as empresas argumentam que a implementação das novas exigências deve ocorrer de forma gradual, com prazo mínimo de seis meses, para que os sistemas se adéquem às determinações exigidas.

Posicionamento do STF

A resposta do STF deve acontecer na próxima quarta-feira (10), quando o tribunal irá julgar os recursos apresentados. Um dos principais pontos em debate é a responsabilidade das plataformas por conteúdos considerados ilegais publicados pelos seus usuários. Atualmente, a legislação prevê que as empresas poderão ser responsabilizadas caso não removam publicações consideradas discriminatórias, antidemocráticas ou que façam incitações ao crime.

O que dizem as empresas de tecnologia

Representantes das big techs afirmam que mudanças imediatas poderiam gerar insegurança jurídica e dificuldades para a implementação de novas políticas. As empresas afirmam que um período de adaptação ajudaria a garantir o cumprimento das novas regras sem comprometer o funcionamento dos serviços.

Advogados do X (antigo twitter) afirmam que é irreal exigir que os provedores adotem, de maneira imediata, todas as medidas, que a empresa julga como complexas e custosas, necessárias para estarem de acordo com o texto aprovado pelo STF.

Já os representantes do Facebook pedem ajustes diretos na tese aprovada pelo tribunal. Segundo a empresa, em relação à remoção de conteúdos, a tese do Supremo não faz distinção entre publicações que ferem as normas de maneira clara e aquelas que demandam mais tempo de análise pelas plataformas.

Reportagem: Maria Paula Meira

Carregar Comentários