A AI está mudando quase tudo que conhecemos, inclusive o mercado de trabalho. Nos EUA, por exemplo, as empresas estão recebendo quase três vezes mais currículos para cargos iniciais do que em 2022 e 90% dos empregadores estão usando ferramentas de AI para classificar candidatos.
Ao mesmo tempo em que isso acontece, a maioria das empresas ficou dependente dos mesmos poucos algoritmos para realizar os processos seletivos.
“Mas qual é o problema?” Um estudo feito por pesquisadores de Stanford analisou 4 milhões de candidaturas avaliadas por uma única ferramenta de recrutamento com AI e indicou que a inteligência artificial pode estar prejudicando grupos específicos de candidatos.
Diferença racial: 26% dos candidatos negros e 15% dos candidatos asiáticos se inscreveram em vagas onde o algoritmo os recomendava abaixo do mínimo esperado por uma diretriz de trabalho dos EUA.
Na prática, seria como se a AI recomendasse negros para vagas braçais, mas raramente os recomendasse para vagas na área financeira.
Rejeição em massa: Pessoas que enviam múltiplas candidaturas para vagas selecionadas pelo mesmo algoritmo têm maior chance de serem rejeitadas em todas as vagas.

(Imagem: Algorithmic Hiring)
Apesar de acelerar o processo, uma pessoa pode ficar excluída do mercado inteiro — pense que as empresas estarão usando os mesmos sistemas.
A pesquisa ainda apontou que os algoritmos não são claros para o público, apesar do grande impacto prático. No fim, esse é mais um fator do processo de evolução da AI que as empresas precisarão lidar.
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