Telão de graça! São Paulo ganha quatro pontos de exibição do torneio mundial com shows e megaestrutura para o povo

Com capacidade para 35 mil pessoas no Vale do Anhangabaú, capital paulista monta operação de guerra com polícia e monitoramento 24h para garantir a festa das periferias ao centro
Redação NC News
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Se você não conseguiu passagens ou ingressos para assistir aos jogos nos gramados americanos, pode preparar a camisa amarela e o grito de gol. A Prefeitura de São Paulo montou uma estrutura gigantesca e totalmente gratuita para integrar moradores e turistas no clima do principal evento esportivo do ano. A partir deste fim de semana, a maior metrópole do país contará com quatro pontos estratégicos de exibição pública oficial com transmissão ao vivo na tela de supertelões.

A grande joia da coroa da programação é a tradicional FIFA Fan Fest, montada no coração da capital, no Vale do Anhangabaú. O espaço foi preparado para receber uma multidão de até 35 mil pessoas simultaneamente e contará com uma maratona de 72 atrações musicais e culturais.

Onde serão os pontos de transmissão na periferia?

Pensando no trabalhador das regiões mais distantes do centro, a coordenação do evento descentralizou os pontos de transmissão. Além do Anhangabaú, outras três grandes arenas foram montadas nas bordas da cidade, cada uma com capacidade para receber até 5 mil torcedores com shows, atividades esportivas e entretenimento:

  • Zona Norte: Praça do Samba, no bairro de Perus.

  • Zona Leste: Parque Jacuí, em São Miguel Paulista.

  • Zona Sul: Praça João Tadeu Priolli, no Campo Limpo.

Ao todo, serão 25 dias de festa — cobrindo o período de 12 de junho a 13 de julho. O evento é totalmente financiado por meio de parcerias com patrocinadores privados, sem pesar no bolso do cidadão.

“Preparamos as exibições para que a população tenha toda a segurança e conforto. Temos uma preocupação em oferecer mais pontos em que as pessoas possam participar, principalmente nas regiões mais distantes. São espaços amigáveis para quem quer assistir aos jogos coletivamente”, afirmou a vice-prefeita e coordenadora da SP Copa, Nádia Campeão.

Como vai funcionar o esquema de saúde e segurança?

Para garantir que a festa das classes C e D transcorra em total paz, uma operação de guerra foi desenhada pelas forças de segurança de 10 de junho a 18 de julho. Tudo será monitorado em tempo real pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), na região da Luz, que reúne 60 órgãos públicos e tem acesso a 500 câmeras espalhadas pela cidade 24 horas por dia.

O policiamento nas ruas contará com um exército de 4.625 policiais militares concentrados em 40 pontos de interesse, incluindo o entorno das exibições públicas e as rotas de transporte. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) dará apoio total na fiscalização. Na área da saúde, equipes do Samu, ambulâncias e motolâncias estarão de plantão nas arenas para qualquer atendimento de urgência.

Quais são as regras para entrar na Fan Fest?

Por questões estritas de segurança, o acesso aos locais será controlado por catracas e revista na entrada. Fique atento às principais orientações oficiais se você vai curtir com a família:

  • Menores de idade: De acordo com as normas do Conselho Nacional de Justiça, menores de 12 anos só entram se estiverem acompanhados pelos pais ou responsáveis maiores de 18 anos.

  • Horários: Os portões e as transmissões abrem às 12h e fecham às 22h, exclusivamente nos dias em que houver partidas do torneio.

  • Como chegar: A orientação das autoridades é deixar o carro em casa e dar preferência ao transporte público. Para o Anhangabaú, o melhor caminho é descer pelas estações São Bento (Linha 1-Azul) ou Anhangabaú (Linha 3-Vermelha) do Metrô.

A história das Fan Fests pelo mundo

A ideia de criar espaços públicos oficiais nasceu após o sucesso estrondoso das transmissões ao vivo na Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Vendo a energia das massas nas ruas, a federação internacional tornou as Fan Fests obrigatórias a partir de 2006, na Alemanha, e consolidou o formato na África do Sul, em 2010. O objetivo central é dar o direito de torcer e viver a experiência do Mundial àquela parcela da população que não tem condições financeiras de comprar ingressos caros para os estádios. Nesta edição de 2026, todas as 12 cidades-sede brasileiras contam com arenas públicas gratuitas.

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