Escândalo no torneio mundial: Craque de Gana tem visto negado por grave acusação e é banido de entrar no país da estreia

Entenda o caso do meia Thomas Partey, ex-Arsenal, que acionou a Justiça de última hora, mas foi barrado pelo governo devido a denúncias criminais no Reino Unido
Redação NC News
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O clima ferveu e os bastidores do futebol internacional ganharam contornos de drama jurídico nesta terça-feira. Um tribunal canadense indeferiu o recurso de última hora apresentado pelo meio-campista ganês Thomas Partey, de 33 anos. Com a decisão, o astro das “Estrelas Negras” (apelido da seleção de Gana) está oficialmente proibido de pisar em solo canadense e desfalcará seu país na estreia da competição internacional contra o Panamá, que acontece nesta quarta-feira (17), em Toronto, válida pelo Grupo L.

O veto do governo local gerou uma onda de revolta entre os torcedores e abriu um debate pesado sobre as regras rígidas de imigração do país sede. O jogador tentou uma manobra legal desesperada no Tribunal Federal de Ottawa para conseguir a liberação, mas ouviu um “não” definitivo das autoridades judiciais.

Por que Thomas Partey foi impedido de entrar no país?

A barreira imposta ao jogador não tem nada a ver com burocracia comum de passaportes. O ex-meia do Arsenal responde a graves acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Embora o atleta negue veementemente todas as denúncias e ainda não tenha sido condenado, a legislação do país norte-americano é implacável nesses cenários.

Diferente do governo dos Estados Unidos, que concedeu o visto de entrada para o atleta participar dos compromissos em território americano, as autoridades canadenses de imigração aplicaram uma lei interna rigorosa. Por lá, cidadãos estrangeiros podem ser considerados “inadmissíveis” mesmo sem uma condenação definitiva no exterior.

“Quando há motivos razoáveis para acreditar que um ato que levaria à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele pode ser considerado inadmissível”, explicou um porta-voz do Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania local.

O que diz a decisão do juiz sobre o recurso?

Ao analisar o pedido de socorro dos advogados de Partey, o juiz Roger Lafreniere foi categórico e não deu margem para interpretações. Ele escreveu que o jogador buscava uma “medida cautelar extraordinária e obrigatória” e que a Justiça não iria obrigar o Estado a anular uma decisão de inadmissibilidade que foi proferida de forma totalmente legal.

A advogada do jogador, Mackeda Bramwell, corria contra o relógio e mantinha as esperanças em um desfecho positivo para que o atleta pegasse o avião a tempo. Contudo, após o veredicto do magistrado, a defesa confirmou que aceitou a derrota e que não irá mais recorrer da decisão.

Como a torcida reagiu ao desfalque de última hora?

A notícia caiu como uma bomba no elenco de Gana e inflamou os torcedores espalhados pelo mundo, além da enorme comunidade ganesa que vive em Toronto e comprou ingressos para assistir ao jogo do principal torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Nas redes sociais e nas ruas, o sentimento é de profunda frustração e raiva, com muitos alegando que a ausência do principal pilar do meio de campo sabota as chances da seleção no torneio de seleções do planeta. Torcedores declararam que a decisão foi “lamentável” e que pune o time antes mesmo de qualquer julgamento definitivo na Europa. Sem sua principal estrela, Gana terá que se reinventar em campo para encarar o Panamá.

Entenda o Caso: O veto que chocou Gana

  • Quem? O meio-campista Thomas Partey, estrela da seleção de Gana e ex-jogador do Arsenal.

  • O quê? Teve o visto negado e o recurso judicial rejeitado, sendo proibido de entrar no país para jogar.

  • Onde? A decisão ocorreu no Tribunal Federal de Ottawa; a partida será em Toronto.

  • Quando? O recurso foi negado nesta terça-feira, véspera do jogo de quarta-feira (17).

  • Por quê? O jogador é investigado no Reino Unido por acusações de crimes sexuais. A lei canadense barra a entrada de suspeitos de crimes graves mesmo sem condenação.

  • Como? A defesa tentou uma liminar de urgência, mas o juiz manteve o veto soberano do governo, forçando o atleta a ficar de fora do torneio mundial.

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