A resposta que o torcedor brasileiro tanto queria veio em forma de show dentro de campo. Na noite desta sexta-feira (19), a Seleção Brasileira espantou o fantasma do empate da estreia e atropelou o Haiti por 3 a 0, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da principal competição de seleções do planeta. Com uma atuação de gala da dupla Vinícius Júnior e Matheus Cunha, o Brasil resolveu o jogo ainda na primeira etapa e carimbou três pontos fundamentais na tabela.
Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, a equipe canarinho mostrou a intensidade que a torcida das classes C e D tanto pedia, jogando com alegria e eficiência para afastar qualquer risco de “zebra” internacional.
O atropelo brasileiro: Como o Brasil resolveu o jogo no 1º tempo?
O Brasil começou a partida com tudo, mas enfrentou um susto logo cedo. O atacante Raphinha sentiu uma lesão e precisou ser substituído pelo jovem Rayan. O garoto entrou ligado e chegou a balançar as redes, mas a arbitragem anulou o lance marcando impedimento.
A pressão era gigante, mas aos 23 minutos a porteira do Haiti finalmente se abriu. Vini Jr. fez uma jogadaça pelo lado esquerdo e soltou a bomba; o goleiro Placide deu rebote e Matheus Cunha, mostrando faro de gol e muita raça, brigou com a defesa para empurrar para os fundos da rede: Brasil 1 a 0.
Não demorou muito para a dupla funcionar de novo. Aos 36 minutos, Vini Jr. serviu Matheus Cunha com açúcar. O atacante do Manchester United invadiu a área com fome de gol e bateu firme de canhota para ampliar: Brasil 2 a 0.
Antes mesmo do juiz apitar o fim da primeira etapa, veio a pintura da noite. Lucas Paquetá acertou um lançamento milimétrico do meio da rua, achando Vinícius Júnior em velocidade. O craque disparou livre e tocou com categoria na saída do goleiro para fechar a conta: Brasil 3 a 0 e festa completa nas arquibancadas.
Segundo tempo: Cadência, gol anulado e milagre de Alisson
Na volta do intervalo, o Haiti resolveu mudar a postura, desfez a sua linha de cinco defensores e tentou ir para o ataque. Aos 18 minutos da etapa final, os caribenhos quase diminuíram o prejuízo. O zagueiro Ricardo Adé — que foi o melhor jogador do Haiti na partida — subiu mais alto que todo mundo na primeira trave e cabeceou firme. Foi aí que apareceu o goleiro Alisson, operando um verdadeiro milagre para manter o zero no placar do adversário.
Sentindo o cansaço e o calor, o Brasil diminuiu o ritmo para poupar energia física, mas seguiu perigoso. Douglas Santos assustou em um chute por cima do travessão. Já na reta final, a joia Endrick entrou em campo e chegou a marcar o quarto gol brasileiro, mas a arbitragem, com o auxílio do VAR, pegou mais um impedimento e anulou o tento. No fim das contas, a cadência brasileira funcionou e o placar de 3 a 0 persistiu até o apito final.
Quem foram os grandes destaques do jogo?
A vitória maiúscula serviu para consolidar novos nomes e dar moral para as principais estrelas do elenco brasileiro na competição disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Vinícius Júnior: O verdadeiro dono do time. Participou diretamente dos três gols da noite (marcou um, deu uma assistência e chutou a bola que gerou o rebote do primeiro gol).
Matheus Cunha: Ganhou a vaga de titular que era de Igor Thiago e justificou completamente a confiança de Ancelotti. Marcou dois gols, se movimentou o tempo todo e deu trabalho para os zagueiros.
Ricardo Adé: O zagueiro do Haiti foi o ponto seguro da defesa caribenha, desarmou jogadas importantes e quase fez o gol de honra dos caras.
BIO E CONTEXTO FINAL
A vitória por 3 a 0 contra o Haiti recoloca o Brasil no caminho certo na principal competição de seleções do planeta. Após as duras críticas recebidas pelo futebol burocrático apresentado na estreia contra o Marrocos, a Seleção Brasileira provou que tem elenco e variações táticas para brigar pelo título mundial. O desempenho avassalador de Vini Jr. e a estrela de Matheus Cunha trazem a paz que o torcedor precisava para voltar a acreditar no hexa, transformando a desconfiança inicial em pura esperança para os confrontos do mata-mata que estão por vir.