Brasil x Escócia: horário, onde ver e o que vale

Última partida do Grupo C define a liderança no Mundial de Seleções 2026 em Miami.
Redação NC News
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O Brasil enfrenta a Escócia nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, pelo último jogo do Grupo C do Mundial de Seleções. A partida define a liderança da chave e o caminho da equipe de Carlo Ancelotti no mata-mata.

Jogo vale topo do grupo e rota no mata-mata

A seleção chega ao duelo em situação confortável, mas não acomodada. Depois da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, o time brasileiro divide a liderança do grupo com Marrocos e depende apenas de si para terminar em primeiro. Ficar no topo significa, na prática, encarar teoricamente adversários menos cotados na próxima fase e evitar um cruzamento precoce com potências europeias e sul-americanas.

O impacto é imediato. Se confirmar a vaga, o Brasil volta a campo já em 29 de junho, segunda-feira, com horário e rival definidos de acordo com a posição final na chave. Uma vitória sobre a Escócia tende a baixar a temperatura política em torno do time e dar a Ancelotti margem maior para ajustes graduais, em vez de mudanças sob pressão.

Último treino em Nova Jersey e Neymar em alta

A preparação para o jogo se encerra na manhã de terça-feira, 23 de junho, em Nova Jersey. O elenco trabalha com 25 jogadores à disposição, exceção feita a Raphinha, único desfalque, com lesão na coxa direita. O ambiente é de otimismo controlado, ancorado em um nome específico: Neymar.

Depois de semanas de dúvida, o camisa 10 participa normalmente das atividades pelo terceiro dia consecutivo. “Neymar trabalha normalmente pelo terceiro dia seguido e será relacionado”, registram Bruno Cassucci e Cahê Mota, que acompanham o dia a dia da seleção. Em um dos lances do treino, o atacante arranca em alta velocidade e recebe aplausos de Casemiro, gesto que funciona como espécie de aval interno. “Está pronto? Neymar dá pique no treino e recebe aplausos de Casemiro”, anotam os mesmos repórteres.

O goleiro Alisson, poupado na véspera por controle de carga, treina sem restrições. A sessão também serve para que Ancelotti refine alternativas em todos os setores antes do embarque para Miami, na tarde de terça. O técnico e um jogador participam da entrevista oficial já na Flórida, em agenda que reforça o peso do confronto para o Mundial com 48 seleções.

Raphinha fora abre disputa; defesa e ataque em teste

A maior incógnita está na ponta direita. Sem Raphinha, lesionado na vitória sobre o Haiti, Ancelotti testa Luiz Henrique, Rayan e Endrick. “A principal dúvida para o jogo é sobre quem será o substituto do atacante Raphinha (…). Luiz Henrique, Rayan e Endrick são as principais opções”, escrevem Cassucci e Mota.

O italiano também experimenta Léo Pereira no lugar de Gabriel Magalhães na zaga, além de variações com Endrick ao lado de Matheus Cunha, deixando o setor ofensivo mais pesado e agressivo. No lado esquerdo, Martinelli entra no radar. O atacante já atua pela direita em outros momentos, mas não esconde a preferência. “Martinelli, apesar de já utilizado pelo treinador pela direita, disse em entrevista coletiva que tem preferência para atuar pelo lado esquerdo”, lembram os repórteres.

A provável escalação indica Ancelotti disposto a manter a espinha dorsal: “Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan (Luiz Henrique ou Gabriel Martinelli), Vini Jr. e Matheus Cunha. Técnico: Carlo Ancelotti”, projeta o site GZH. A tendência é de Neymar começar no banco, usado com parcimônia, mas com minutos relevantes caso o jogo exija.

Escócia tenta reação e promete jogo físico

Do outro lado, a Escócia chega ferida. A equipe de Steve Clarke vem de derrota por 1 a 0 para Marrocos e precisa pontuar para manter viva a chance de avançar. O cenário obriga os escoceses a abandonar a postura mais reativa e buscar o gol, algo que pode abrir espaços para os contra-ataques brasileiros, mas também aumentar o número de divididas e bolas aéreas na área de Alisson.

A projeção de time titular europeu indica força máxima: “Escócia: Gunn; Patterson, Hendry, Hanley, Tierney e Robertson; Christie, Ferguson, McGinn e McTominay; Adams. Técnico: Steve Clarke”, informa GZH. O desenho, com cinco homens na linha defensiva e McTominay vindo de trás, promete um teste físico intenso para Vini Jr., Matheus Cunha e quem ocupar a vaga de Raphinha.

O trio de arbitragem é mexicano, com César Ramos, auxiliado por Alberto Morin e Marco Bisguerra. O responsável pelo árbitro de vídeo ainda não é divulgado, o que alimenta debates sobre critérios em um torneio marcado por uso intenso da tecnologia.

Transmissão ampla e peso midiático

O interesse pelo confronto se traduz em uma rede de transmissão robusta. O jogo entra na grade como produto central da noite, com impacto direto em audiência, publicidade e engajamento digital. Emissoras e patrocinadores contam com o apelo de um Brasil em ascensão e com a possível volta de Neymar a partidas oficiais para impulsionar números de TV aberta, canais por assinatura e streaming.

Para o torcedor, a equação é simples: vitória significa liderança, rota teoricamente mais leve e ambiente menos tóxico na sequência do Mundial. Empate ou derrota, dependendo da combinação de resultados do grupo, podem manter a vaga, mas alimentam críticas ao trabalho de Ancelotti, reacendem discussões sobre renovação e colocam cada decisão de escalação sob microscópio.

O que vem depois de Brasil x Escócia

A tabela já reserva a próxima data: 29 de junho, segunda-feira. Falta apenas o adversário e o horário, que dependem diretamente do desfecho em Miami. A comissão técnica trabalha com dois cenários paralelos de análise, de acordo com a posição final no Grupo C, enquanto tenta blindar o elenco da matemática e manter o foco na Escócia.

O desempenho desta quarta-feira tende a servir de termômetro para o restante da campanha. Se Neymar confirma em campo a boa impressão dos treinos e o substituto de Raphinha se encaixa, Ancelotti ganha um desenho de ataque mais claro para as partidas de eliminação direta. Se as escolhas travam ou o Brasil sofre além da conta, a pressão por mudanças rápidas volta à superfície já no embarque para a próxima sede.

O Mundial, mais inchado e imprevisível com 48 seleções, cobra respostas jogo a jogo. Em Miami, a pergunta é direta: o Brasil consegue combinar resultado, liderança do grupo e desempenho convincente na reta final da fase de grupos? A resposta começa às 19h, sob o calor da Flórida e os holofotes de um país inteiro em frente à televisão.

Quem joga na Globo amanhã?

A TV Globo transmite ao vivo Brasil x Escócia nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, às 19h (horário de Brasília), direto do Hard Rock Stadium, em Miami.

 

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