Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 1.430 enquanto buscas entram em fase crítica

Número de desaparecidos ainda é alto e equipes de resgate de vários países trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros
Redação NC News
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As autoridades venezuelanas atualizaram neste sábado (27) o número de vítimas do maior desastre natural da história recente do país. O total de mortos após os fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela chegou a 1.430, enquanto milhares de pessoas seguem feridas, desalojadas ou desaparecidas.

As operações de busca entraram no terceiro dia e continuam concentradas nas áreas mais devastadas, principalmente no estado de La Guaira e em regiões próximas à capital, Caracas. Equipes de resgate trabalham de forma ininterrupta em meio aos escombros, mas enfrentam dificuldades por causa da destruição da infraestrutura e das sucessivas réplicas registradas desde os primeiros tremores.

A tragédia começou na noite da última quarta-feira (24), quando dois terremotos de grande intensidade atingiram o litoral norte venezuelano. Os abalos provocaram o desabamento de edifícios, casas, hospitais, escolas e vias de acesso, deixando um cenário de devastação em diversas cidades.

Os tremores também foram sentidos em países vizinhos e em parte da Região Norte do Brasil, embora sem registro de danos significativos em território brasileiro.

Número de vítimas continua aumentando. O balanço oficial divulgado neste sábado aponta:

1.430 mortos;
mais de 3.200 feridos;
milhares de desabrigados;
dezenas de milhares de pessoas ainda desaparecidas ou sem contato confirmado.
As autoridades alertam que o número de vítimas pode continuar aumentando à medida que novas áreas isoladas sejam alcançadas pelas equipes de resgate.

Como estão as buscas?

As operações contam com bombeiros, militares, voluntários e especialistas enviados por diversos países.

Máquinas pesadas, cães farejadores e equipamentos de localização estão sendo utilizados para tentar encontrar sobreviventes sob os escombros. Apesar do reforço internacional, familiares continuam realizando buscas por conta própria em algumas regiões, diante da demora para alcançar todos os locais atingidos.

Especialistas afirmam que as próximas horas são decisivas para aumentar as chances de resgatar pessoas com vida.

Ajuda humanitária é ampliada

Diante da dimensão da tragédia, vários países e organizações internacionais anunciaram o envio de equipes de emergência, alimentos, medicamentos, hospitais de campanha e equipamentos de resgate.

A prioridade agora é atender os milhares de desabrigados, restabelecer serviços essenciais e ampliar a assistência médica às vítimas.

Além das perdas humanas, os terremotos provocaram danos severos à infraestrutura.

Há bairros inteiros sem energia elétrica, dificuldades no abastecimento de água, problemas de comunicação e interrupções em rodovias e aeroportos, o que dificulta tanto o socorro quanto a chegada de ajuda humanitária.

Os terremotos desta semana estão entre os mais devastadores já registrados na Venezuela em mais de um século. O desastre ocorre em um momento de grande fragilidade econômica e estrutural do país, o que amplia os desafios para as operações de resgate e para a reconstrução das áreas atingidas.

Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, a expectativa é de que o número oficial de vítimas continue sendo atualizado nos próximos dias, enquanto a comunidade internacional amplia o apoio humanitário.

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