O rodízio municipal de veículos para carros em São Paulo está suspenso nesta sexta-feira, 10, por causa do feriado prolongado da Revolução Constitucionalista. A medida altera o trânsito em várias regiões da cidade e muda a rotina de motoristas e pedestres ao longo do feriadão.
O que muda na quinta e na sexta
Na quinta-feira, 09, feriado estadual, a cidade viveu o dia mais livre de restrições. O rodízio de carros e o rodízio de caminhões não valeram, assim como a circulação nas áreas mais controladas. “Na quinta-feira, feriado estadual, também não vigoraram o rodízio de veículos, o rodízio de caminhões, a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), a Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF) e as faixas exclusivas de ônibus”.
A sexta-feira, 10, tem um cenário intermediário. O rodízio de carros continua suspenso, mas as demais regras especiais voltam a valer. Rodízio de caminhões, ZMRC, ZMRF e faixas exclusivas de ônibus funcionam normalmente, o que mantém o controle sobre veículos de maior porte e o transporte coletivo em operação regular.
Na prática, motoristas de carro particular ganham um dia a mais de circulação liberada, sem se preocupar com o número final da placa. Moradores que pretendem aproveitar o feriadão para viajar, visitar parentes ou circular pela capital encontram menos barreiras na sexta. A Zona Azul segue as orientações das placas de cada via, sem mudança geral de regra.
Ciclofaixa, Minhocão e avenidas abertas
A Prefeitura organizou também um pacote de opções de lazer ao ar livre. A ciclofaixa de lazer ficou ativada na quinta-feira, 09, e se somou ao calendário de ruas abertas para pedestres em pontos simbólicos da cidade, como a Avenida Paulista. A ideia é espalhar o fluxo de pessoas, dar alternativas ao transporte motorizado e favorecer deslocamentos curtos de bicicleta.
No Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, o funcionamento alterna conforme o dia. A via ficou aberta para pedestres na quinta, ficará no sábado, 11, e no domingo, 12. Na sexta, 10, volta a receber carros, o que reforça o papel de corredor viário num dia em que o rodízio de placas está suspenso.
Na Avenida Paulista e nas vias do bairro da Liberdade, o esquema repete o modelo já conhecido de fins de semana. A pista ficou abertas para pedestres na quinta e e volta a ficar aberta no domingo, das 09h às 16h. Com isso, a cidade estende o clima de domingo para o feriado e para o fim do feriadão, com espaço para caminhadas, atividades culturais e esportivas.
Impacto no trânsito e no comércio
A decisão de suspender o rodízio de carros na sexta afeta a mobilidade e também a economia local. Comerciantes esperam movimento maior em shoppings, restaurantes, bares e centros comerciais de bairros como Paulista, Liberdade e regiões de comércio popular. Com mais gente circulando de carro, lojas de rua e serviços de turismo urbano tendem a registrar aumento de fluxo ao longo dos quatro dias.
Motoristas ganham liberdade de trajeto, mas enfrentam o risco de congestionamentos, sobretudo nas saídas da cidade e nos eixos que ligam bairros a áreas de lazer. Mesmo sem rodízio de carros, as restrições a caminhões e fretados ajudam a segurar parte da pressão sobre o sistema viário e a proteger o transporte de ônibus, que segue com faixas exclusivas ativas na sexta.
Para quem depende do transporte público, a manutenção dessas faixas significa viagens um pouco mais previsíveis, mesmo em meio ao aumento de carros. A combinação de vias liberadas, áreas de pedestres e ciclofaixas tenta equilibrar interesses de grupos diferentes: motoristas, ciclistas, quem caminha e quem usa ônibus.
Histórico e próximos feriados
A Revolução Constitucionalista de 1932 é feriado fixo em São Paulo desde a década de 1990 e costuma trazer ajustes no trânsito da capital. O modelo deste ano segue uma linha que a Prefeitura testa em feriadões anteriores: flexibilizar o rodízio de placas para carros e, ao mesmo tempo, reforçar a oferta de espaços de lazer em grandes vias.
“O rodízio municipal de veículos para carros estará suspenso nesta sexta-feira (10) por causa do feriado prolongado da Revolução Constitucionalista”, registra o g1 SP ao detalhar o esquema. A administração municipal pretende avaliar o efeito dessa combinação de medidas sobre acidentes, congestionamentos e uso dos espaços públicos.
Se a experiência aponta redução de conflitos no trânsito e boa aceitação da população, a tendência é repetir fórmulas parecidas em outros feriados prolongados. Órgãos de trânsito e de segurança monitoram o comportamento de motoristas e pedestres, analisam dados de velocidade média, volumes de tráfego e registros de ocorrências. Com esse diagnóstico, o poder público pode decidir se mantém, amplia ou revê a suspensão do rodízio em datas futuras.
Após o feriadão, o rodízio volta a funcionar nos moldes tradicionais nos dias úteis seguintes, com a divisão por final de placa e o horário concentrado nos períodos de pico. Até lá, a recomendação é atenção redobrada às placas de sinalização, sobretudo em áreas de Zona Azul e em rotas que cruzam corredores de ônibus e zonas de restrição de caminhões.