Janja afirma que Brasil nunca teve primeira-dama que “trabalhasse efetivamente”; fala repercute

Em entrevista, a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil nunca teve uma primeira-dama que "trabalhasse efetivamente", rebateu questionamentos sobre sua atuação e voltou a defender um papel mais ativo na vida pública.
Redação NC News
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A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou ao centro do debate político nesta segunda-feira (13) ao defender sua atuação no governo e afirmar que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”. A declaração foi dada durante uma entrevista em que também respondeu às críticas sobre sua participação em agendas oficiais, viagens internacionais e reuniões no Palácio do Planalto.

Segundo Janja, parte da resistência à sua atuação ocorre porque a sociedade brasileira não estava acostumada a ver uma primeira-dama exercendo um papel ativo. Ela afirmou que recebe mais solicitações da imprensa internacional do que da imprensa brasileira e classificou parte das críticas como resultado de preconceito de classe e misoginia.

O que Janja disse
Durante a entrevista, Janja afirmou que trabalha diariamente em agendas ligadas ao governo, participa de reuniões no Palácio do Planalto e acompanha projetos voltados a áreas como combate à fome, cultura, direitos das mulheres e sustentabilidade.

Ao comentar as críticas sobre sua atuação, declarou que “o Brasil nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”, defendendo que exerce uma função ativa mesmo sem ocupar um cargo oficial na estrutura do governo.

Críticas sobre viagens e transparência
Questionada sobre viagens e gastos públicos, Janja afirmou que suas atividades são divulgadas por meio de suas redes sociais e que mantém uma rotina frequente de compromissos institucionais em Brasília.

Ela também disse que se tornou alvo de ataques políticos por estar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avaliou que atingir sua imagem é uma estratégia utilizada por adversários para desgastar o governo.

O debate sobre o papel da primeira-dama
A função de primeira-dama não possui previsão legal nem atribuições oficiais na administração pública brasileira. Tradicionalmente, ocupantes dessa posição atuam em projetos sociais, campanhas institucionais ou representam o país em eventos protocolares, sem exercer cargo público.

Desde o início do atual governo, Lula tem defendido uma atuação mais ampla de Janja. Em ocasiões anteriores, o presidente afirmou que ela não deveria exercer um papel apenas protocolar, classificando-a como uma “agente política” e dizendo que ela tem liberdade para atuar nas áreas em que possui experiência.

Declaração amplia discussão política
As declarações da primeira-dama repercutiram nas redes sociais e voltaram a alimentar o debate sobre os limites da atuação de cônjuges de chefes de Estado em funções públicas.

Enquanto aliados defendem que Janja exerce um papel compatível com sua trajetória e com as pautas que acompanha, críticos questionam a falta de um cargo formal e cobram maior transparência sobre suas atividades institucionais. A discussão ocorre em um momento em que sua participação em agendas nacionais e internacionais permanece sob forte atenção política e pública.

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