Os bastidores do Partido Novo em São Paulo ferveram com declarações pesadas que prometem incendiar a corrida para o Senado. Ricardo Salles aproveitou os holofotes do evento nacional para mirar na artilharia pesada contra as duas ex-ministras que tentam cravar palanque no maior colégio eleitoral do país, acusando-as de oportunismo político.
Durante entrevista ao NcNEWS neste sábado (18), no 10º Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo, o pré-candidato ao Senado Ricardo Salles (Novo) comentou o cenário da disputa eleitoral no estado, criticando as pré-candidaturas de Simone Tebet (PSB), ex-senadora por Mato Grosso do Sul, e Marina Silva (Rede), ex-senadora pelo Acre, além de avaliar os possíveis impactos das recentes divergências envolvendo integrantes da família Bolsonaro no cenário político.
Críticas às adversárias na disputa pelo Senado
Ao comentar a corrida pelo Senado em São Paulo, Salles afirmou que as candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva representam, segundo ele, um “estelionato eleitoral”. O pré-candidato argumentou que ambas construíram suas trajetórias políticas em outros estados e não possuem vínculo com São Paulo.
Na avaliação de Salles, Marina Silva teria sido “execrada no Acre”, enquanto Simone Tebet seria “odiada pelo povo do Mato Grosso do Sul”.
Segundo ele, as duas estariam buscando disputar a eleição em São Paulo de forma oportunista, após perderem espaço político em seus estados de origem.
Salles também fez críticas a um adversário que classificou como representante do Centrão, sem citá-lo nominalmente. O pré-candidato afirmou que esse grupo tenta se apresentar como de direita, apesar de ter apoiado governos e projetos de diferentes espectros políticos ao longo dos últimos anos.
Crise embala integrantes da família Bolsonaro
Questionado sobre a crise envolvendo integrantes da família Bolsonaro, Salles minimizou os efeitos do episódio para as eleições de 2026.
Segundo o pré-candidato, a família Bolsonaro exerce papel relevante na política brasileira e cada um de seus integrantes possui importância dentro do campo da direita. Ele destacou ainda a atuação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na aproximação de mulheres com o movimento conservador e com o PL durante e após a campanha presidencial de 2022.
Para Salles, as divergências deverão ser superadas. “Tenho certeza de que isso vai se resolver”, afirmou. Ele disse acreditar que o grupo manterá o objetivo comum de disputar as eleições unido contra o atual governo federal.