Alcolumbre usa avião da FAB para ir ao Festival de Parintins; ministro de Lula também estava no voo

Presidente do Senado viajou em aeronave da Força Aérea Brasileira acompanhado do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira. Deslocamento seguiu as regras previstas para o compartilhamento de voos oficiais, segundo a legislação.
Redação NC News
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para participar do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, no fim de junho. No mesmo voo também estava o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, integrante da cota do União Brasil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com os registros oficiais da FAB, a comitiva decolou de Brasília na manhã de 26 de junho com destino a Manaus. Em seguida, a aeronave prosseguiu para Parintins, onde pousou durante a tarde. Ao todo, o voo transportava 12 passageiros.

Quem estava na aeronave?

Além de Alcolumbre, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, também embarcou na viagem oficial. Segundo as normas que regulam o uso das aeronaves da FAB, diferentes autoridades podem compartilhar o mesmo voo quando os deslocamentos têm o mesmo destino e os horários previstos possuem intervalo inferior a duas horas.

A presença das autoridades em Parintins também apareceu nas redes sociais. O senador Omar Aziz (PSD-AM) publicou uma imagem recepcionando Alcolumbre e o ministro durante o festival.

Os nomes dos demais passageiros que integravam a comitiva não foram divulgados.

Como foi a viagem

Após participarem do Festival de Parintins, as autoridades retornaram diretamente para Brasília no dia 29 de junho, também utilizando a aeronave oficial.

Esta não foi a primeira vez que Alcolumbre utilizou um avião da FAB para acompanhar o evento cultural. Em 2025, ele esteve em Parintins ao lado do então presidente da Câmara, Hugo Motta, e do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

O que diz a legislação?

O uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira por autoridades é regulamentado por um decreto publicado em 2020, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pelas regras em vigor, podem solicitar voos oficiais os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas.

O decreto estabelece que as aeronaves podem ser utilizadas em situações de emergência médica, por razões de segurança ou em viagens a serviço. Também é permitido que diferentes autoridades compartilhem o mesmo voo quando possuem o mesmo destino e horários compatíveis, como ocorreu na viagem a Parintins.

Na prática, porém, o uso dos aviões da FAB por autoridades em compromissos sem caráter estritamente oficial costuma gerar debate e questionamentos sobre a finalidade das viagens e o uso da estrutura pública.

As normas também determinam que a autoridade responsável informe à FAB a data, o horário, o destino e a relação das pessoas que acompanharão o voo. No caso dos presidentes dos Poderes, entretanto, normalmente é divulgado apenas o número de acompanhantes, sem a identificação nominal de cada passageiro.

O que diz Alcolumbre

Em nota, a assessoria do presidente do Senado afirmou que o uso das aeronaves da FAB segue integralmente a legislação aplicável aos chefes de Poder e atende às recomendações de segurança.

A assessoria também destacou que o compartilhamento das aeronaves com outras autoridades é uma prática institucional recorrente. Segundo a nota, Alcolumbre considera importante prestigiar o Festival Folclórico de Parintins, reconhecido oficialmente como manifestação da cultura nacional, por representar a valorização das tradições culturais da Amazônia e do Brasil.

Entenda o contexto

O Festival Folclórico de Parintins é um dos maiores eventos culturais do país e reúne, todos os anos, milhares de visitantes, artistas, autoridades e representantes políticos no município amazonense.

O uso de aeronaves da FAB por autoridades públicas costuma gerar debate sempre que envolve deslocamentos para eventos de grande repercussão. Embora a legislação autorize o transporte em determinadas situações, viagens oficiais frequentemente são alvo de questionamentos sobre finalidade, custos e interesse público, especialmente quando envolvem agendas que também incluem atividades culturais.

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