A investigação sobre a morte de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (21). Fontes ligadas à investigação confirmaram ao NC News que André Júnior Silva de Carvalho, de 24 anos, apontado como principal suspeito do crime, foi preso e confessou ter matado a mulher dentro do apartamento onde ela morava, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte.
André deixou a Delegacia de Homicídios algemado e escoltado por policiais. Ao entrar na viatura, ele não respondeu aos questionamentos da imprensa. Veja o video:
Suspeito confessou o crime e admitiu ter levado pertences da vítima
De acordo com as fontes ouvidas pela reportagem, André contou que, depois de matar Stifanie, retirou diversos objetos do apartamento.
Entre os itens levados estariam utensílios domésticos, aparelhos eletrônicos e outros pertences da vítima.
A informação reforça o relato de moradores do condomínio, que disseram ter visto o suspeito deixando o prédio carregando diversas malas horas antes da descoberta do corpo.
Agora, a investigação busca localizar os objetos e esclarecer qual foi o destino deles.
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Mensagens enviadas pelo celular levantaram as primeiras suspeitas
Antes da prisão, um dos pontos que mais chamaram a atenção da investigação foram as mensagens enviadas pelo celular de Stifanie.
A vítima foi vista pela última vez pessoalmente cinco dias antes de ser encontrada morta. Depois disso, amigos e vizinhos continuaram recebendo respostas pelo aplicativo de mensagens.
No entanto, quem conhecia Stifanie percebeu rapidamente que havia algo estranho.
Segundo relatos, ela costumava conversar por áudios, mas as respostas passaram a ser enviadas apenas por texto. Além disso, as mensagens apresentavam erros de grafia e até palavras no masculino, comportamento considerado incomum para a vítima.
Uma vizinha, que se apresentava como “mãe de coração” de Stifanie, chegou a pedir que ela gravasse um áudio para provar que estava bem. A mensagem de voz nunca foi enviada.
Corpo foi encontrado coberto por edredons
Preocupados com o silêncio, moradores decidiram verificar o apartamento. Ao se aproximarem do imóvel, sentiram um forte cheiro.
Dentro do quarto, encontraram o corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva coberto por vários edredons e já em avançado estado de decomposição.
A Polícia Civil apura se André permaneceu no apartamento durante os dias seguintes ao crime e se foi ele quem utilizou o celular da vítima para manter contato com amigos e vizinhos, dando a impressão de que ela ainda estava viva.
Investigação continua
Apesar da confissão, confirmada por fontes ligadas à investigação, a Polícia Civil segue reunindo provas para esclarecer toda a dinâmica do crime.
Os investigadores ainda apuram a motivação do homicídio, o período em que o suspeito permaneceu no imóvel e o destino dos objetos retirados do apartamento.
A conclusão dos laudos periciais e das demais diligências deve ajudar a esclarecer todos os detalhes do caso, que causou grande comoção entre moradores do bairro Camargos e repercutiu em Belo Horizonte.