O caso da menina de 3 anos que foi chutada pelo próprio pai em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, ganhou um novo capítulo. O homem foi denunciado após a investigação apontar, além da agressão registrada por câmeras de segurança, outros episódios de violência envolvendo as crianças.
A agressão que deu início ao caso aconteceu no dia 5 de julho, quando imagens mostraram o pai caminhando com os dois filhos em uma rua da cidade. Em determinado momento, ele aparece atingindo a filha com um chute. A criança cai no chão após o golpe.
A repercussão das imagens levou a Polícia Civil a abrir uma investigação. O homem prestou depoimento e confirmou a agressão, afirmando que teria reagido ao choro e aos gritos da menina, mas disse não se lembrar completamente da situação.
O que a investigação descobriu além do vídeo
Durante o avanço das apurações, a Polícia Civil informou que encontrou indícios de outros episódios de violência contra as crianças.
Segundo os investigadores, o outro filho, de 5 anos, também teria sido vítima de agressões. A polícia afirmou que reuniu depoimentos, avaliações e outros elementos que apontariam para uma rotina de violência e castigos físicos.
A investigação também apontou suspeitas relacionadas a castigos considerados abusivos, incluindo situações em que as crianças teriam sido obrigadas a permanecer ajoelhadas sobre objetos como forma de punição.
Como o caso veio à tona
A situação ganhou conhecimento público depois que uma câmera de segurança registrou a agressão na rua.
Nas imagens, o pai aparece andando com as crianças e carregando sacolas. Depois do chute, uma pessoa se aproxima e questiona a atitude do homem. A menina levanta e o grupo segue caminhando.
A mãe das crianças procurou a polícia depois de tomar conhecimento do vídeo que circulava na internet. Medidas protetivas foram solicitadas para proteger a menina, o irmão e a mãe.
Quais acusações o homem pode responder?
Segundo a investigação, o homem foi indiciado por crimes relacionados a lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura. A denúncia representa uma nova etapa do processo criminal, que ainda seguirá para análise da Justiça.
O caso envolve crianças pequenas e, por isso, a legislação prevê uma proteção especial às vítimas durante a investigação e durante o andamento judicial.
O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.
O que acontece agora?
Com o oferecimento da denúncia, a Justiça deverá analisar os próximos passos do processo.
A investigação continua sendo utilizada para reunir provas, ouvir testemunhas e esclarecer todos os episódios relatados.
A defesa do investigado deve ser considerada durante o andamento do processo, conforme os princípios do contraditório e da ampla defesa.
ENTENDA O CONTEXTO
O caso começou após uma gravação de câmera de segurança mostrar um pai agredindo a filha de 3 anos durante uma caminhada em uma rua de Francisco Beltrão, no Paraná.
A divulgação das imagens levou familiares e autoridades a investigarem a situação. Durante o trabalho policial, surgiram relatos e elementos que indicariam possíveis outras agressões contra as crianças.
A denúncia apresentada à Justiça marca uma nova fase do caso, que ainda dependerá da análise judicial e da apresentação das provas reunidas pela investigação.