O senador Flávio Bolsonaro retomou sua fábrica de consequências no dia em que o Brasil passou a sofrer tarifas de 25% dos EUA.
No país nesta quarta o questionamento das urnas a embaixadores – como feito pelo pai presidente em julho de 2022 – toma conta da pauta nacional.
Flávio, como Bolsonaro, também mentiu ontem. E para o mesmo público. Podendo estar sujeito, via de regra, à inelegibilidade imposta ao pai, pelo TSE por igual expediente há quatro anos.
Mas a atenção popular, como que por ilusionismo, desviou-se das tarifas sobre produtos brasileiros defendidas pelo senador que impactam negativamente na economia do país.
São perdas de US$ 11 bilhões. Ou: R$ 55,7 bilhões (na cotação desta quarta) de prejuízos aos exportadores, com implicações diretas nos investimentos e empregos.
Capaz de alterar os efeitos da queda de 5,6% na desocupação verificada no último trimestre. Num país que ainda registra 6,1 milhões de desocupados.
E apenas 21,1% da população pode pagar por uma alimentação saudável (FAO/ONU). Muito embora tenha reduzido a insegurança alimentar de 6,6% (2021-2023), 3,4% (2022-2024) para 0,6% (2023-2025).
Flávio retoma, assim, o eixo: incapaz de emoldurar sua própria figura, volta, com o discurso de ontem, a incorporar o pai no que apresentava de pior: o mau-caratismo político anacrônico.
Um governo que deixou prejuízos institucionais incalculáveis e uma dívida não paga na casa de duas centenas de bilhões. Apesar do superávit primário.
Deixou de ser o Flavio amor e paz. E voltou o Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.
O problema é que Deus pode não estar nem aí.