O preço do tomate registrou queda média de 15,85% nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país durante o mês de junho. A informação faz parte da nova edição do Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que acompanha mensalmente o comportamento dos preços e da comercialização de frutas e hortaliças no mercado atacadista brasileiro.
Segundo a Conab, o principal fator para a redução foi o aumento da oferta. Com o avanço da safra de inverno em importantes regiões produtoras, houve maior disponibilidade do produto nas Ceasas, favorecendo o equilíbrio entre oferta e demanda e pressionando as cotações para baixo.
O comportamento confirma uma característica típica do mercado hortícola brasileiro, no qual fatores climáticos e a sazonalidade exercem influência direta sobre a formação dos preços.
Nem todas as frutas seguiram a mesma tendência
Embora o tomate tenha apresentado recuo expressivo, o comportamento das frutas foi mais heterogêneo.
A banana registrou valorização no atacado em razão da redução da oferta provocada pelas baixas temperaturas em algumas regiões produtoras. Já frutas como melancia, maçã e laranja apresentaram movimentos distintos, refletindo as condições específicas de produção, colheita e demanda de cada cultura.
Para a Conab, o mercado hortigranjeiro permanece bastante sensível às variações climáticas, especialmente durante o inverno, período em que mudanças de temperatura podem alterar rapidamente a disponibilidade dos produtos.
“A sazonalidade da produção continua sendo um dos principais fatores para explicar as oscilações observadas no mercado hortigranjeiro”, destaca a Companhia Nacional de Abastecimento no boletim.
Exportações de frutas seguem em ritmo de crescimento
Além do comportamento dos preços internos, o levantamento da Conab traz outro indicador positivo para o setor.
As exportações brasileiras de frutas frescas cresceram 13% em volume no primeiro semestre de 2026. Em faturamento, o avanço foi ainda maior: 19,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas vendas de manga, maçã e abacate, produtos que seguem conquistando espaço no mercado internacional graças ao aumento da qualidade, da produtividade e da competitividade da fruticultura brasileira.
O resultado reforça a importância do setor para o agronegócio nacional e demonstra que, mesmo diante das oscilações do mercado interno, a demanda externa continua oferecendo oportunidades para os produtores.
Clima continua determinando o comportamento dos preços
Os técnicos da Conab ressaltam que fatores climáticos permanecem como um dos principais determinantes para o mercado de frutas e hortaliças.
Períodos de frio intenso, excesso de chuvas ou estiagens prolongadas influenciam diretamente a produtividade das lavouras, a qualidade dos produtos e a oferta disponível nas Centrais de Abastecimento.
Por isso, a tendência para os próximos meses dependerá das condições climáticas nas principais regiões produtoras e da evolução da demanda tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Os principais números
- Queda do tomate: 15,85%
- Exportações de frutas (volume): +13%
- Exportações de frutas (faturamento): +19,2%
- Fonte dos dados: Boletim Hortigranjeiro da Conab
O que muda na prática?
- O aumento da oferta favorece preços menores para o tomate no atacado e, gradualmente, no varejo.
- Produtores devem acompanhar o comportamento da safra de inverno e das condições climáticas.
- O crescimento das exportações reforça oportunidades para a fruticultura brasileira no mercado internacional.
Por que isso importa?
O acompanhamento do mercado hortigranjeiro é fundamental para produtores, atacadistas, varejistas e consumidores. Oscilações de oferta e demanda impactam diretamente a formação dos preços, enquanto o desempenho das exportações revela a competitividade da produção brasileira e abre novas perspectivas para o setor de frutas.
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – 7º Boletim Hortigranjeiro 2026.