Levantamento do Ministério do Desenvolvimento mostra que parte das vendas brasileiras ao mercado americano ficará sujeita à nova sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos, enquanto a maior parcela continuará isenta ou terá tarifas menores.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta sexta-feira (24) que 16,5% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estarão sujeitas à tarifa de 37,5% anunciada pelo governo norte-americano.
Segundo o levantamento, embora a nova medida represente um impacto importante para setores específicos da economia, a maior parte das exportações brasileiras continuará fora da sobretaxa mais elevada, seja por estar isenta ou submetida a tarifas diferentes.

O que diz o levantamento?
De acordo com o MDIC, a tarifa de 37,5% atingirá aproximadamente 16,5% do valor exportado pelo Brasil aos Estados Unidos.
Outros produtos permanecerão com tratamento tarifário distinto, conforme as exceções previstas pelas autoridades americanas e pelas regras específicas aplicáveis a determinados setores.
O governo acompanha os efeitos da medida e avalia os impactos para empresas brasileiras que dependem do mercado norte-americano.
Quais setores podem sentir os efeitos?
Embora o percentual de produtos atingidos seja inferior à maior parte da pauta exportadora, os segmentos afetados poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade no mercado dos Estados Unidos.
O governo ainda analisa quais cadeias produtivas deverão registrar os maiores impactos econômicos.
Brasil prepara resposta
O anúncio ocorre no momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica e estuda medidas para responder ao novo pacote tarifário imposto pelos Estados Unidos.
Além disso, o Palácio do Planalto já informou que pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as novas tarifas são incompatíveis com as regras do comércio internacional.
O que pode acontecer agora?
A expectativa é que o governo brasileiro conclua, nos próximos dias, os estudos técnicos sobre os impactos econômicos da medida e defina quais ações poderão ser adotadas para reduzir os prejuízos aos exportadores nacionais.
Enquanto isso, representantes da indústria acompanham as negociações entre os dois países e defendem uma solução diplomática para evitar uma escalada da disputa comercial.