Remédios para emagrecimento entram na mira da PF após duas apreensões no Galeão; investigação busca origem dos produtos

Passageiros que desembarcaram de voos vindos de Foz do Iguaçu transportavam frascos de tirzepatida, retatrutida e outras substâncias sem a documentação exigida; Polícia Federal apura se há ligação com um esquema maior.
Redação NC News
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Remédios para emagrecimento apreendidos no Galeão
A Polícia Federal apreendeu, na noite desta quinta-feira (23), 38 frascos de medicamentos utilizados para emagrecimento durante duas fiscalizações realizadas no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os produtos estavam com passageiros que desembarcaram de voos procedentes de Foz do Iguaçu (PR) e, segundo a corporação, eram transportados sem a documentação exigida para a importação regular.

As apreensões colocam novamente em evidência o transporte irregular de medicamentos de alto valor comercial, cuja procura cresceu nos últimos anos. Agora, a Polícia Federal tenta esclarecer de onde vieram os produtos, qual seria o destino final e se outras pessoas podem estar envolvidas no caso.

[INSERIR FOTO DAS APREENSÕES]

Como aconteceram as apreensões
Na primeira fiscalização, agentes da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DEAIN) encontraram 18 frascos de medicamentos na bagagem de uma passageira de 21 anos, natural de Buriticupu, no Maranhão.

Entre os produtos apreendidos estavam frascos de retatrutida e outras substâncias utilizadas em tratamentos para perda de peso. A mulher seguia viagem para Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Pouco depois, durante outra abordagem, os policiais localizaram mais 20 frascos de tirzepatida na bagagem de um homem de 66 anos, natural do Rio de Janeiro, que também havia desembarcado de um voo vindo de Foz do Iguaçu.

Ao todo, foram apreendidos 38 frascos de medicamentos.

[INSERIR FOTO DOS MEDICAMENTOS APREENDIDOS]

O que a Polícia Federal investiga
Os dois passageiros e os medicamentos foram encaminhados para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Segundo a corporação, as investigações continuam para identificar a origem dos produtos, verificar as circunstâncias do transporte e apurar se existe participação de outras pessoas em um possível esquema de comércio ou distribuição irregular de medicamentos.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou informações sobre eventual responsabilização criminal dos passageiros nem detalhou a procedência dos medicamentos.

Por que esses medicamentos chamam atenção
A tirzepatida e a retatrutida ganharam notoriedade por serem substâncias associadas ao tratamento do diabetes e da obesidade. Nos últimos anos, a procura por medicamentos desse tipo aumentou significativamente, impulsionada tanto por recomendações médicas quanto pela ampla divulgação nas redes sociais.

Esse crescimento da demanda também despertou a atenção das autoridades para casos de importação irregular, venda clandestina e circulação de produtos sem controle sanitário.

Na prática, medicamentos importados sem a documentação exigida podem não ter garantia sobre origem, armazenamento, transporte ou condições adequadas de conservação, o que representa riscos à saúde.

O que acontece agora
A Polícia Federal vai analisar o material apreendido e reunir informações para esclarecer a origem dos medicamentos e o destino que eles teriam.

As investigações também devem apurar se as apreensões estão relacionadas a uma atuação isolada ou se fazem parte de uma rede de transporte e comercialização irregular desses produtos.

[INSERIR INFOGRÁFICO: COMO FUNCIONA A IMPORTAÇÃO REGULAR DE MEDICAMENTOS]

ENTENDA O CONTEXTO
A procura por medicamentos utilizados no tratamento da obesidade cresceu rapidamente nos últimos anos, aumentando também o interesse pelo mercado paralelo desses produtos. Diante desse cenário, órgãos de fiscalização intensificaram ações em aeroportos e fronteiras para combater a entrada irregular de medicamentos no país.

Segundo a Polícia Federal, o caso registrado no Galeão segue sob investigação. O objetivo é identificar a origem dos produtos, esclarecer como eles chegaram ao Brasil e verificar se há outras pessoas envolvidas no transporte ou na distribuição dos medicamentos.

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