“Nem Marina, nem Simone representam o povo”: Padre Kelmon critica ministras, confirma candidatura e pede união da direita

Pré-candidato a deputado federal pelo PL afirmou que Marina Silva, Simone Tebet e Soraya Thronicke não representam os interesses da população, defendeu Flávio Bolsonaro para a Presidência e disse que a convenção simbolizou a união da direita para 2026.
Redação NC News
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O Padre Kelmon (PL) fez duras críticas a integrantes do governo federal e a lideranças políticas durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada neste sábado (25), no Mercado Pago Hall, no Pacaembu, em São Paulo.

Em entrevista após o evento, o religioso afirmou que Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Simone Tebet, ministra do Planejamento, e a senadora Soraya Thronicke não representam os interesses da população brasileira.

“Nem Soraya Thronicke, nem Marina Silva e nem Simone Tebet. Essas mulheres não representam os interesses do povo brasileiro realmente.” Segundo Kelmon, as três lideranças políticas não entregaram resultados compatíveis com os cargos que ocupam ou ocuparam.

Kelmon critica atuação de Marina Silva e Simone Tebet

Ao comentar a atuação da ministra Marina Silva, Padre Kelmon afirmou que as políticas ambientais do governo federal não beneficiam as populações da Amazônia e criticou o que chamou de excesso de discurso e falta de resultados concretos.

“Marina Silva faz um trabalho que desfavorece o meio ambiente. São muitas falácias e poucas ações transformadoras de fato.” Ele também citou os estados do Acre, Pará e Amazonas, além das populações indígenas, ao afirmar que essas comunidades não estariam sendo contempladas pelas políticas do Ministério do Meio Ambiente.

Na sequência, voltou as críticas para a ministra do Planejamento. “Simone Tebet foi ministra do Planejamento de um governo sem planejamento. O que essa mulher está fazendo querendo ser senadora da República?”

Padre Kelmon declara apoio a Derrite, André do Prado e Flávio Bolsonaro

Durante a entrevista, Kelmon também manifestou apoio aos nomes escolhidos pela direita para disputar o Senado por São Paulo. Segundo ele, os melhores candidatos para representar o estado são Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

“Eu acredito que o povo de São Paulo já sabe que os melhores nomes para o Senado são Derrite e André do Prado.” Ao comentar a disputa presidencial, o religioso afirmou que a direita já possui um nome definido para liderar o projeto político iniciado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nós sabemos que o melhor nome para sanar essa sangria chama-se Flávio Bolsonaro.”

Convenção homologa candidatura de Padre Kelmon à Câmara

Além das críticas ao governo federal, Padre Kelmon confirmou que a Convenção Nacional do PL homologou sua candidatura a deputado federal por São Paulo.

Segundo ele, a oficialização representa o início da caminhada eleitoral ao lado das demais lideranças do partido.

“Estou agora candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo e, graças à homologação na convenção, disputarei uma vaga na Câmara dos Deputados.” Kelmon afirmou que pretende defender pautas ligadas aos valores conservadores, à liberdade religiosa e ao fortalecimento da representação da direita no Congresso Nacional.

“A palavra-chave é união”

Ao avaliar a convenção, Padre Kelmon afirmou que o principal sentimento do encontro foi a união das lideranças conservadoras em torno das eleições de 2026. Segundo ele, diferentes segmentos da sociedade participaram do evento unidos por um mesmo projeto político.

“Excelente. A união de todos nós, essa é a palavra-chave.” O religioso acrescentou que essa união envolve brasileiros de diferentes perfis. “A união de todos os brasileiros, a união de todos os cristãos, a união dos jovens e a união dos idosos.”

Javier Milei simboliza aproximação entre lideranças conservadoras

Padre Kelmon também destacou a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção.

Na avaliação dele, o líder argentino representa a aproximação entre movimentos conservadores da América Latina e reforça a necessidade de integração entre países que compartilham as mesmas pautas.

O religioso encerrou a entrevista afirmando que acredita no fortalecimento da direita nas eleições de 2026 e desejou sucesso ao projeto político defendido pelo PL.

Entenda o contexto

A Convenção Nacional do PL reuniu milhares de apoiadores e lideranças conservadoras em São Paulo para oficializar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e homologar candidaturas proporcionais para as eleições de 2026.

Durante o evento, Padre Kelmon confirmou sua candidatura a deputado federal por São Paulo, defendeu a união da direita em torno de um projeto comum e manifestou apoio às pré-candidaturas de Guilherme Derrite e André do Prado ao Senado. O religioso também direcionou críticas a integrantes do governo federal, como Marina Silva e Simone Tebet, e afirmou que a participação do presidente argentino Javier Milei simboliza uma aproximação entre lideranças conservadoras da América Latina.

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