O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (29) que continua na disputa pelo Governo de Minas Gerais, mesmo após o Republicanos anunciar que sua candidatura não será oficializada. Em entrevista coletiva em Divinópolis, o parlamentar foi categórico: “Eu sou candidato”.
A declaração marca um novo capítulo da crise entre Cleitinho e a direção nacional da legenda. Horas antes, o partido havia informado que o senador perdeu o prazo para consolidar sua candidatura e que a falta de uma definição dentro do calendário eleitoral inviabilizou sua participação na disputa.
Por que Cleitinho diz que continua candidato?
Segundo o senador, o atraso na oficialização ocorreu por causa do período de luto após a morte de seu irmão caçula, Matheus Azevedo, falecido em 18 de julho. Cleitinho afirmou que não tinha condições emocionais de participar da convenção partidária nem de anunciar a candidatura naquele momento.
O parlamentar também declarou que tentou contato com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e pretende voltar a procurá-lo para tentar reverter a decisão da legenda.
Partido mantém veto
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o Republicanos sustentou que aguardou por meses uma definição do senador e concluiu que faltou uma decisão firme para viabilizar a candidatura dentro dos prazos previstos. A legenda considera que o momento político para oficializar o nome de Cleitinho foi perdido.
Cleitinho ameaça não apoiar outra chapa
Durante a entrevista, o senador também afirmou que, caso sua candidatura não seja confirmada, não apoiará uma eventual chapa alternativa articulada por aliados do Republicanos e de partidos da direita em Minas Gerais. A declaração aumenta a tensão nas negociações para a sucessão estadual.
O que acontece agora?
O impasse deve continuar nos próximos dias. Cleitinho tenta convencer a direção nacional do Republicanos a reconsiderar a decisão, enquanto a legenda avalia alternativas para a disputa ao Palácio Tiradentes. A definição também pode influenciar a estratégia da direita em Minas Gerais e a formação de palanques para a eleição presidencial de 2026.