Karen de Moura Tanaka Mori, de 38 anos, ganhou notoriedade após ser presa em fevereiro de 2024 durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, ela seria responsável por movimentar recursos da facção por meio de empresas do ramo da beleza, do mercado imobiliário e de negócios ligados a familiares. A Polícia Civil também afirma que Karen assumiu parte das atividades financeiras atribuídas ao marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado como um dos líderes do PCC na Baixada Santista e morto em 2018.
Prisão e investigação
Karen foi presa em um apartamento na zona leste de São Paulo. Na operação, os policiais apreenderam mais de R$ 1 milhão em espécie e cerca de US$ 50 mil, valores que, segundo a investigação, seriam provenientes do esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa.
A defesa nega as acusações e afirma que os recursos têm origem lícita e podem ser comprovados.
Justiça revoga tornozeleira eletrônica
Nesta semana, a Justiça de São Paulo determinou a revogação do uso da tornozeleira eletrônica e da obrigação de recolhimento domiciliar noturno impostas a Karen.
A decisão da juíza Paula Regina Schempf Cattan estabeleceu novas medidas cautelares. Entre elas, a investigada deve entregar o passaporte à Justiça, está proibida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial e deverá comparecer mensalmente ao fórum para informar suas atividades.
Decisão sofreu reviravolta
Após a entrega do passaporte, a Justiça identificou uma pendência relacionada ao documento e suspendeu temporariamente os efeitos da decisão, mantendo Karen sob monitoramento eletrônico até a regularização da situação junto à Polícia Federal.
O que acontece agora?
Karen continua respondendo à investigação por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Enquanto a apuração prossegue, caberá à Justiça decidir se as medidas cautelares serão mantidas ou modificadas ao longo do processo. A defesa sustenta que ela não representa risco ao andamento das investigações e nega qualquer envolvimento com a facção criminosa.