O movimento foi organizado pelo sindicato que representa cerca de 4.400 comissários de bordo. A categoria reivindica melhores salários e remuneração pelo tempo de trabalho em solo, como embarque, desembarque e preparação das aeronaves, atividades que, segundo os trabalhadores, não são devidamente pagas.
Milhares de passageiros afetados
Com a paralisação, centenas de voos foram cancelados e aproximadamente 250 mil passageiros tiveram seus planos de viagem prejudicados. Muitos enfrentaram longas filas nos aeroportos, dificuldades para remarcar passagens e falta de opções de hospedagem devido ao grande fluxo de turistas durante o feriado.
A empresa informou que está oferecendo reembolso ou remarcação das passagens, mas alertou que a disponibilidade de assentos é limitada por causa da alta demanda.
Impasse entre empresa e sindicato
A companhia afirma ter apresentado uma proposta que inclui aumento salarial de dois dígitos no primeiro ano, reajustes anuais e melhorias nos benefícios. No entanto, o sindicato rejeitou a oferta, argumentando que ela não resolve a principal reivindicação da categoria: o pagamento pelas horas trabalhadas em solo.
As negociações se arrastam há quase um ano e, até o momento, as partes não chegaram a um acordo definitivo.
Governo acompanha negociações
O governo canadense informou que acompanha o impasse por meio de mediadores federais e espera que empresa e sindicato retomem as negociações para reduzir os impactos aos passageiros. Até o momento, não houve intervenção para encerrar a greve.
Especialistas avaliam que o conflito pode provocar novos cancelamentos caso não haja avanço nas negociações, especialmente em um dos períodos mais movimentados do calendário de viagens no Canadá.