Impasse no Senado dos EUA adia votação de indicado para embaixada no Brasil

Daniel Perez, escolhido por Donald Trump, está em um pacote com outras 73 indicações que deve ser analisado nesta sexta-feira
Redação NC News
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A votação que pode definir o próximo embaixador dos Estados Unidos no Brasil foi adiada após um impasse no Senado americano. O republicano Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump, estava entre 74 nomeações diplomáticas que deveriam ser analisadas pelos senadores.

A expectativa agora é que o pacote seja levado ao plenário nesta sexta-feira (7). A votação estava prevista para ocorrer na quinta-feira (6), mas a sessão se prolongou por cerca de 12 horas sem que os nomes fossem apreciados.

O atraso acontece em um momento de atenção especial na relação entre Washington e Brasília, com a escolha do novo representante americano no Brasil cercada por questões políticas e diplomáticas.

Quem é Daniel Perez?

Daniel Perez é um político republicano escolhido por Donald Trump para assumir a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O nome dele já avançou no processo dentro do Senado americano, mas ainda precisa da confirmação do plenário para que a nomeação seja concluída nos Estados Unidos. O senador republicano Rick Scott, da Flórida, que é amigo pessoal de Perez, defendeu a indicação e afirmou que o político tem interesse em ampliar a cooperação e os negócios entre os dois países. Scott também disse que Perez não pretende interferir nas eleições brasileiras.

Por que a votação foi adiada?

O problema não está relacionado especificamente à indicação de Perez. O nome do futuro embaixador foi incluído em um pacote com outras 73 indicações do governo Trump. A votação desse conjunto estava prevista para a sessão de quinta-feira, mas o Senado não conseguiu concluir a análise. Mesmo com a sessão durando aproximadamente 12 horas, a votação não aconteceu. Por isso, o pacote deve voltar à pauta nesta sexta-feira (7).

O que acontece se o Senado aprovar?

Se Daniel Perez for confirmado pelos senadores americanos, ainda haverá uma etapa importante antes de ele assumir oficialmente a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

O governo brasileiro precisa conceder o chamado agrément, uma autorização prévia para que um representante diplomático estrangeiro possa assumir o posto. Ou seja: a aprovação pelo Senado americano não significa que Perez poderá imediatamente começar a atuar em Brasília.

Por que o novo embaixador chama atenção?

A escolha acontece em uma fase delicada da relação entre Brasil e Estados Unidos.

Além das discussões comerciais e diplomáticas entre os dois governos, o cenário político brasileiro também entrou no debate em torno da indicação. O senador Rick Scott afirmou que Perez não tem intenção de interferir nas eleições presidenciais brasileiras e que pretende trabalhar para melhorar a relação entre os dois países. A declaração ganhou relevância porque a chegada do novo embaixador ocorrerá justamente durante um período eleitoral no Brasil.

Quando a votação deve acontecer?

A previsão é que o Senado dos Estados Unidos analise nesta sexta-feira (7) o pacote com as 74 indicações, incluindo o nome de Daniel Perez.

Até que a votação seja concluída, Perez continua dependendo da confirmação dos senadores para avançar no processo de nomeação.

Depois disso, caso seja aprovado, ainda será necessário o aval do governo brasileiro para que ele possa assumir oficialmente o posto em Brasília.

ENTENDA O CONTEXTO

Daniel Perez foi escolhido por Donald Trump para representar os Estados Unidos como embaixador no Brasil. O nome dele foi incluído em um pacote com outras 73 indicações diplomáticas que aguardam votação no Senado americano.

A análise estava prevista para quinta-feira (6), mas um impasse no Senado impediu a votação. A expectativa é que o pacote seja analisado nesta sexta-feira.

Mesmo se for confirmado pelos senadores americanos, Perez ainda precisará receber o agrément do governo brasileiro antes de assumir oficialmente a embaixada.

A indicação ocorre em um momento de atenção na relação entre os dois países e durante um período eleitoral no Brasil. Por isso, as declarações de aliados de Trump sobre a atuação que o futuro embaixador deverá ter no país também ganharam destaque.

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