A morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, trouxe novamente à tona a expansão dos serviços de vigilância clandestina no Rio de Janeiro. O caso aconteceu em um bairro da Zona Sul da capital, onde há sinais da atuação irregular de profissionais que trabalham com segurança.
De acordo com a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), o estado possui 53.454 vigilantes trabalhando de forma regular. A entidade estima, porém, que o número de pessoas atuando ilegalmente seja pelo menos duas vezes maior.

Serviço irregular se espalha pelo estado
Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Município do Rio, os serviços ilegais vêm crescendo não apenas na capital, mas também em outras regiões do estado. A atividade estaria especialmente presente em áreas com grande concentração de comércio e circulação de pessoas.
A atuação fora das regras preocupa entidades do setor, já que os profissionais regulares precisam cumprir requisitos específicos de formação, qualificação e fiscalização.

Número de cursos vencidos aumenta
Outro dado chama atenção. Entre 2022 e 2026, houve aumento de 17,61% no número de profissionais com cursos vencidos, segundo informações apresentadas sobre o setor.
A situação reforça o debate sobre a necessidade de fiscalização e atualização da formação dos trabalhadores que atuam na área de segurança privada.
Morte coloca atividade clandestina no centro do debate
A morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira voltou a colocar em evidência a atuação de vigilantes clandestinos e os desafios enfrentados pelas autoridades para fiscalizar esse tipo de serviço.
As circunstâncias do caso ainda deverão ser esclarecidas pelas investigações. Até o momento, não é possível atribuir responsabilidades pelo crime ou afirmar uma relação definitiva entre a morte e a atividade de vigilância clandestina.
A expansão estimada do serviço irregular, entretanto, aumenta a pressão por fiscalização e por medidas que garantam que profissionais e empresas atuem dentro das normas de segurança.