O celular que acompanha milhões de brasileiros para todos os lugares pode esconder mais sujeira do que muita gente imagina. Durante participação no NC News Acontece, o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido nacionalmente como Dr. Bactéria, chamou atenção para hábitos cotidianos que podem favorecer a contaminação e explicou como manter uma rotina de higiene sem transformar o cuidado em paranoia.
Conhecido por popularizar informações sobre higiene e segurança sanitária na televisão brasileira, o especialista respondeu perguntas enviadas pelo público e falou sobre celulares, teclados, mesas de trabalho, carrinhos de supermercado, embalagens e marmitas. O principal recado foi direto: higiene é importante, mas o excesso também pode ser prejudicial.
Celular Pode Acumular Mais Bactérias Que Vaso Sanitário
Um dos pontos que mais chamou atenção durante a entrevista foi a explicação sobre a quantidade de microrganismos que podem estar presentes no celular. Segundo Dr. Bactéria, o aparelho merece atenção especial justamente por acompanhar o usuário em praticamente todos os ambientes.
“O celular pode ter mais de mil bactérias a mais do que o tampo de um vaso sanitário de um banheiro público.”
O especialista também fez um alerta sobre um hábito comum: levar o aparelho para o banheiro. Segundo ele, lavar as mãos depois de usar o sanitário, mas voltar imediatamente a segurar um celular contaminado, pode comprometer o próprio processo de higiene.
Para a limpeza, Dr. Bactéria recomendou cuidado com o tipo de produto utilizado e explicou que o aparelho não deve receber líquidos diretamente.
“Você não joga o álcool diretamente sobre o celular. Você não mata bactéria por afogamento, você mata bactéria por contato.”
Durante a entrevista, ele recomendou a utilização de um pano adequado e levemente umedecido com álcool isopropílico para a higienização de equipamentos eletrônicos, reforçando que o procedimento deve ser feito com cuidado.
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Teclado, Mouse E Mesa Também Exigem Atenção
O ambiente de trabalho também entrou na lista de objetos que podem acumular sujeira. Teclados, mouses e mesas são tocados constantemente ao longo do dia, muitas vezes por diferentes pessoas, mas nem sempre recebem a mesma atenção dedicada a outros espaços.
Apesar disso, Dr. Bactéria fez questão de afastar o alarmismo. Para ele, o contato com bactérias faz parte da vida e não significa, automaticamente, que uma pessoa ficará doente.
“Nós temos contato com bactérias todo dia. Você não precisa ficar apavorado com isso. Uma coisa é excesso, outra coisa é higiene.”
Segundo o biomédico, o equilíbrio está nos cuidados básicos, como lavar corretamente as mãos antes das refeições e depois de determinadas atividades, além de manter os objetos de uso frequente limpos.
Ele também recomendou atenção aos equipamentos compartilhados. Durante a conversa, destacou que teclados utilizados por várias pessoas podem exigir uma rotina ainda maior de higiene.
Comer Na Mesa De Trabalho Não É Uma Boa Ideia
Outro hábito discutido durante o NC News Acontece foi o costume de fazer refeições na própria estação de trabalho. Para Dr. Bactéria, separar os ambientes e as atividades é uma medida simples que pode ajudar na rotina de higiene.
“Cada coisa no seu lugar. O local de trabalho é local para você trabalhar, não é para comer.”
A orientação é fazer pausas para refeições em locais adequados e, antes de comer, higienizar as mãos. A medida evita que resíduos e microrganismos presentes em objetos utilizados durante o trabalho tenham contato direto com os alimentos.
Não É Preciso Viver Com Medo Das Bactérias
Apesar dos alertas sobre objetos compartilhados e superfícies tocadas diariamente, Dr. Bactéria reforçou que a solução não está em tentar eliminar qualquer contato com microrganismos.
O especialista explicou que a convivência com bactérias é natural e que a higiene deve ser feita de maneira consciente. Para ele, transformar os cuidados sanitários em uma obsessão também não é recomendável.
Um exemplo citado foi o uso constante de álcool nas mãos. Durante a entrevista, ele alertou para os exageros e destacou que não é necessário utilizar o produto repetidamente a todo momento.
“Não precisa ter crise. Higiene é diferente de excesso.”
Carrinho De Supermercado E Objetos Compartilhados
Maquininhas de cartão, cartões bancários, corrimãos, cestas e carrinhos de supermercado também fazem parte da rotina de milhões de pessoas e são tocados por diferentes usuários ao longo do dia.
Para Dr. Bactéria, porém, não há necessidade de pânico. A recomendação é simples: depois de circular por locais públicos, lavar corretamente as mãos antes de manipular alimentos ou tocar em crianças, por exemplo.
“É só você, depois de chegar da rua, antes de pegar algum alimento ou brincar com seu filho, lavar a mão com água e sabão adequadamente.”
Embalagens Do Mercado Não Precisam De Exageros
Outro tema abordado foi a chegada das compras em casa. Muitas pessoas passaram a criar rotinas intensas de higienização de embalagens, especialmente após os anos de pandemia.
Na entrevista, Dr. Bactéria afirmou que não é necessário utilizar uma grande quantidade de produtos químicos em embalagens de plástico ou metal antes de guardá-las.
“Só basta passar um pano umedecido com água. É o suficiente. Não precisa jogar nenhum desinfetante.”
A orientação apresentada durante o programa reforça a ideia defendida pelo especialista ao longo da entrevista: cuidados básicos e consistentes são mais importantes do que procedimentos excessivos.
O Cuidado Com A Marmita
O bate-papo também abordou um tema comum para quem trabalha fora de casa: o transporte da marmita. Dr. Bactéria explicou que o armazenamento correto dos alimentos merece atenção para evitar problemas relacionados à conservação.
Segundo ele, após chegar ao local de trabalho, a recomendação é não deixar a comida exposta sobre a mesa durante horas. O ideal é manter o alimento refrigerado até o momento adequado para o consumo.
A orientação também inclui atenção ao reaquecimento antes da refeição, evitando que alimentos preparados anteriormente permaneçam por muito tempo em condições inadequadas de conservação.
Principal Conselho É Lavar As Mãos E Evitar Um Erro Com O Frango
No encerramento da entrevista, o apresentador pediu que Dr. Bactéria deixasse uma orientação principal ao público. A resposta trouxe dois conselhos diretos: manter a higiene das mãos e evitar lavar o frango cru antes do preparo.
“O principal é: lave as mãos e nunca lave frangos. Você só vai estar espalhando bactéria pela sua cozinha toda. Cozinhe o frango direto.”
A participação de Roberto Martins Figueiredo no NC News Acontece reuniu informações práticas sobre situações comuns da vida moderna e reforçou uma mensagem central: cuidar da higiene não significa viver com medo de bactérias, mas entender onde estão os principais riscos e adotar hábitos simples no dia a dia.
Para o especialista, a melhor estratégia não está em tentar esterilizar todos os ambientes, mas em identificar momentos em que cuidados básicos fazem diferença, especialmente antes de manipular alimentos e depois do contato com superfícies compartilhadas.
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Entenda o contexto
Roberto Martins Figueiredo é biomédico e ficou conhecido nacionalmente como Dr. Bactéria por suas participações em programas de televisão e conteúdos voltados à higiene, segurança sanitária e cuidados cotidianos.
Durante a participação no NC News Acontece, o especialista respondeu perguntas do público sobre os chamados perigos invisíveis presentes na rotina. Celulares, teclados, mesas, carrinhos de supermercado e embalagens estiveram entre os objetos discutidos.
O principal ponto defendido pelo biomédico foi a busca pelo equilíbrio. A higiene adequada continua sendo fundamental, mas, segundo ele, não é necessário transformar a convivência com microrganismos em motivo para medo ou excesso de preocupação.
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