Lula avalia indicar governador interino do RJ ao STF antes das eleições

Planalto discute antecipar nomeação para vaga aberta no Supremo e evitar que escolha fique para o próximo presidente da República.
Redação NC News
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições de outubro. A discussão acontece nos bastidores do Palácio do Planalto e ainda não representa uma decisão oficial do presidente.

Segundo a CNN Brasil, a avaliação do governo é que antecipar a indicação impediria que um eventual vencedor da eleição presidencial fosse responsável pela escolha de um novo ministro da Corte.

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Indicação pode mudar cenário político no Rio

Ricardo Couto ocupa interinamente o governo do Rio de Janeiro por determinação do STF, enquanto a Corte decide qual será o modelo de escolha do novo governador do estado.

O processo envolve uma disputa sobre a realização de uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa ou de uma eleição direta para o mandato até o fim de 2026.

Caso Lula confirme a indicação de Couto para o STF, o Rio de Janeiro precisará definir um novo governador interino até a conclusão do processo no Supremo.

Planalto quer evitar nova vaga para próximo presidente

A estratégia discutida no governo leva em consideração o impacto da eleição presidencial sobre a composição do STF.

Aliados de Lula avaliam que, caso um candidato da oposição vença a disputa pelo Palácio do Planalto, o novo presidente poderá indicar ministros para o Supremo nos próximos anos, alterando significativamente o equilíbrio da Corte.

A avaliação ganhou força em meio à crise envolvendo ministros do STF e ao desgaste político provocado pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master.

Decisão ainda não foi tomada

Apesar das conversas nos bastidores, interlocutores do governo afirmam que Lula ainda não bateu o martelo sobre a indicação.

A escolha depende da avaliação política do momento eleitoral e também da articulação necessária para uma eventual aprovação do nome pelo Senado Federal.

O Planalto também analisa o impacto que uma indicação antes da eleição pode ter sobre a campanha presidencial.

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Entenda o contexto

O STF tem uma vaga aberta desde a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para a Corte. Desde então, Lula estuda alternativas para preencher o posto.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que a nomeação deve ocorrer antes das eleições para evitar que a escolha fique nas mãos de um eventual sucessor na Presidência da República. A possibilidade de indicar Ricardo Couto faz parte dessas discussões, mas ainda não foi oficializada pelo governo.

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