Ollie Watkins começa como titular pela primeira vez no ataque do Al-Hilal no dérbi contra o Al-Shabab, pela quinta rodada da Liga Roshn Saudita, nesta sexta-feira, na SHG Arena, em Riad. Simone Inzaghi confirma o inglês na frente e deixa Gabriel Martinelli no banco, em jogo que vale a manutenção da liderança.
Watkins ganha a vaga e muda o ataque do Al-Hilal
Simone Inzaghi transforma a boa atuação recente de Watkins em aposta central para o clássico na capital saudita. O atacante marcou um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o Al-Ahli, quando saiu do banco, e convence o técnico a redesenhar o setor ofensivo para potencializar sua presença diária na área.
O italiano deixa claro internamente que enxerga o inglês como referência para jogos grandes, sobretudo em partidas que exigem decisão rápida no último terço do campo. Watkins forma o trio de frente com o holandês Crysencio Summerville e Sultan Al-Mandash, combinação que tende a dar mais profundidade e velocidade ao time.
Martinelli, recém-chegado do Arsenal, aguarda a vez entre os reservas. A opção reforça a ideia de que Inzaghi prefere preservar o brasileiro para o segundo tempo, usando sua capacidade de drible e infiltração contra uma defesa de Al-Shabab que costuma se fechar próxima da própria área.
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Meio-campo reforçado para controlar o dérbi em Riad
No meio, Inzaghi recompõe a espinha dorsal do Al-Hilal. Mohamed Kanno volta ao time titular para atuar ao lado de Sergej Milinkovic-Savic e Rúben Neves. O treinador valoriza o equilíbrio entre marcação, chegada na área e passe vertical. “O treinador italiano também trouxe de volta o meio-campista Mohamed Kanno ao meio de campo, ao lado do sérvio Sergej Milinkovic-Savic e do português Rúben Neves”, registra a escalação oficial do clube.
Nasser Al-Dawsari perde espaço momentaneamente e inicia a partida no banco. A escolha indica uma estratégia de maior controle de posse e menor exposição defensiva, abrindo caminho para que os três meio-campistas alimentem Watkins em condições claras de finalização.
Na defesa, as baixas por lesão de Ali Lajami e Theo Hernández obrigam ajustes. Hassan Tambakti e Moteb Al-Harbi assumem protagonismo na linha de trás, responsáveis por dar sustentação a um time que tende a se lançar ao ataque diante de um rival pressionado na tabela.
Líder pressionado a vencer, rival ameaçado na tabela
O Al-Hilal entra em campo na liderança da Liga Roshn Saudita, com 12 pontos, mesma pontuação do Al-Nassr, mas vantagem no saldo de gols. A vitória mantém o time isolado no topo e preserva a invencibilidade neste início de competição, além de consolidar a nova hierarquia ofensiva com Watkins como referência.
O Al-Shabab vive realidade oposta. Com apenas 3 pontos, na 13ª posição, precisa pontuar para afastar o risco de se envolver na luta contra a parte de baixo da tabela já nas primeiras rodadas. O dérbi em Riad ganha assim peso duplo: vale o respiro da equipe da casa e, ao mesmo tempo, a afirmação de força do elenco estrelado do Al-Hilal.
O fator psicológico também entra em jogo. Uma atuação convincente com o inglês como titular tende a reforçar a confiança de Inzaghi na nova configuração ofensiva. Em caso de tropeço, as escolhas, especialmente a reserva de Martinelli, passam a ser questionadas por torcedores e analistas locais.
Escalação desenha o Al-Hilal que Inzaghi imagina
A confirmação de Watkins desde o início simboliza o time que Simone Inzaghi quer ver em campo na Liga Roshn Saudita: intenso na pressão alta, agressivo na área adversária e com meio-campo dominante. “Simone Inzaghi, treinador do Al-Hilal, decidiu escalar seu novo atacante inglês Ollie Watkins no time titular para a partida contra o Al-Shabab pela Liga Roshn Saudita”, informa a comunicação do clube.
O técnico também deixa clara a hierarquia momentânea do elenco. Summerville se firma como ponta preferencial, Al-Mandash garante espaço pela capacidade de atacar a última linha e Martinelli aparece como arma de luxo para o decorrer do jogo. No meio, Kanno recupera protagonismo ao lado de dois dos jogadores mais técnicos do elenco.
No setor defensivo, as ausências de Ali Lajami e Theo Hernández representam a principal preocupação. Sem a consistência habitual, o Al-Hilal depende de boa atuação de Tambakti e Moteb Al-Harbi para evitar que a proposta ofensiva deixe espaços que o Al-Shabab possa explorar em transições rápidas.
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O que está em jogo para Watkins, Inzaghi e a Liga Roshn
O dérbi desta sexta-feira pode redefinir o status de Watkins no elenco. Se repetir o impacto que teve na vitória por 3 a 0 sobre o Al-Ahli, o inglês tende a se consolidar como titular em jogos grandes e a influenciar futuras escalações, inclusive em competições continentais.
Para Inzaghi, a noite na SHG Arena funciona como um teste de maturidade tática. A escolha por um ataque mais pesado, somada a um meio-campo técnico, precisa se traduzir em resultado para sustentar o favoritismo do Al-Hilal na Liga Roshn Saudita e manter a distância para rivais diretos na briga pelo título.
O Al-Shabab encara o confronto como chance de virada de chave. Um resultado positivo contra o líder pode alterar o ambiente interno, aliviar a pressão sobre o elenco e redesenhar a disputa no topo da tabela. Caso o favoritismo do Al-Hilal prevaleça, a tendência é de maior distanciamento entre os dois clubes neste início de campeonato.
O desempenho desta noite também serve de termômetro para o restante da temporada. A forma como Watkins, Martinelli, Summerville e os demais reforços se encaixam no sistema de Inzaghi ajuda a medir o potencial real do Al-Hilal em um calendário que promete exigir elenco forte e capacidade de adaptação rodada a rodada.
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