Depois de 12 anos fechado, o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, em Taguatinga, começou a receber servidores públicos nesta sexta-feira (4). O complexo foi concluído em 2014 com a proposta de concentrar parte da estrutura do Governo do Distrito Federal, mas permaneceu sem ocupação efetiva desde então.
A mudança será feita gradualmente. A ocupação faz parte de uma estratégia anunciada pela governadora Celina Leão (PP) para aproveitar a estrutura pública e reduzir despesas do GDF com imóveis alugados. O complexo possui 16 prédios e aproximadamente 182 mil metros quadrados, área equivalente a cerca de 25 campos de futebol.
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Entenda o que aconteceu
A história do Centro Administrativo atravessou diferentes governos. Construído para concentrar órgãos da administração pública, o espaço ficou pronto em 2014, mas nunca havia sido utilizado efetivamente desde a conclusão das obras.
Agora, a proposta é transferir gradualmente estruturas que funcionam em outros endereços para Taguatinga. A ocupação havia sido anunciada em junho e começou oficialmente nesta sexta-feira.
Complexo tem 16 prédios e 182 mil m²
O tamanho do CAD-DF ajuda a explicar a dimensão do projeto. São aproximadamente 182 mil metros quadrados de área, distribuídos por 16 prédios.
O complexo fica na Avenida Elmo Serejo, em Taguatinga, ao lado do Estádio Serejão e próximo à Rodoviária de Taguatinga e à Estação Centro Metropolitano do Metrô-DF.
Secretarias começam mudança para Taguatinga
Entre as estruturas previstas para ocupar o espaço estão órgãos estratégicos do Governo do Distrito Federal. A transferência será realizada em etapas para permitir a adaptação das equipes e do próprio complexo.
A mudança representa também uma alteração importante na distribuição física da administração distrital, historicamente concentrada principalmente na região central de Brasília.
Governo quer reduzir gastos com aluguéis
Um dos principais argumentos para colocar o complexo em funcionamento é financeiro. Atualmente, diferentes estruturas do GDF funcionam em imóveis alugados, gerando despesas recorrentes aos cofres públicos.
Com a transferência para um patrimônio próprio, a administração pretende diminuir esses gastos e, ao mesmo tempo, finalmente utilizar uma estrutura pública que permaneceu fechada por mais de uma década.
Ocupação deve ocorrer de forma gradual
A abertura desta sexta-feira não significa que toda a administração será transferida de uma única vez. A previsão é de uma ocupação gradual, com diferentes órgãos migrando conforme o cronograma do governo.
A estratégia permite realizar adequações e organizar a transferência dos servidores sem interromper os serviços prestados à população.
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Mudança leva estrutura do governo para fora do centro de Brasília
A ocupação também reforça um movimento de descentralização administrativa. Localizado em Taguatinga, o CAD-DF está distante da tradicional concentração de órgãos governamentais no Plano Piloto.
A localização próxima ao metrô, à rodoviária e a importantes vias de Taguatinga pode facilitar o acesso de parte dos servidores e da população, embora os impactos efetivos sobre deslocamentos dependam de quais serviços serão transferidos para o local.
Entenda o contexto
O antigo Centrad se tornou, ao longo dos anos, um dos exemplos mais conhecidos de uma grande estrutura pública sem utilização efetiva no Distrito Federal. Apesar de ter sido concluído em 2014, o complexo permaneceu fechado enquanto diferentes órgãos continuaram funcionando em outros imóveis.
A ocupação iniciada em setembro de 2026 representa, portanto, uma mudança de cenário depois de 12 anos. O objetivo declarado pelo governo é transformar o espaço em um polo administrativo, concentrar estruturas públicas e reduzir despesas com aluguéis.
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