A Câmara Municipal de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, voltou a ser alvo da Polícia Civil de Pernambuco. A terceira fase da Operação Alvitre, deflagrada nesta quinta-feira (3), investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares destinadas a organizações não governamentais.
Segundo as investigações, mais de R$ 27 milhões teriam sido movimentados no esquema. A polícia aponta a possível participação de três vereadores de Ipojuca na destinação dos recursos.
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Entenda o que aconteceu
A Polícia Civil cumpriu 13 mandados de busca e apreensão durante a nova fase da operação. Os alvos estão ligados à investigação que apura a utilização de emendas parlamentares para direcionar dinheiro público a entidades que, segundo a polícia, seriam usadas na triangulação dos valores.
A investigação aponta que os recursos eram destinados por meio de emendas e posteriormente movimentados por organizações envolvidas no suposto esquema.
A apuração também mira possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
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Câmara de Ipojuca é novamente alvo
A sede da Câmara Municipal de Ipojuca esteve entre os locais alvo das buscas. A operação é um desdobramento de uma investigação iniciada anteriormente pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Pernambuco.
Em uma fase anterior, a apuração já havia levado à prisão de investigados e ao afastamento de agentes públicos. O Ministério Público de Pernambuco informou, em 2025, que a investigação envolvia suspeitas de desvios de emendas parlamentares e que quatro pessoas haviam sido presas naquela etapa.
Três vereadores são investigados
De acordo com a Polícia Civil, três vereadores de Ipojuca são apontados como possíveis participantes do esquema investigado.
A suspeita é de que os parlamentares tenham utilizado a destinação de emendas para favorecer entidades que posteriormente movimentariam os recursos. A participação individual de cada vereador ainda é objeto de investigação.
Mais de R$ 27 milhões são investigados
O valor movimentado chamou atenção dos investigadores: a estimativa é de que mais de R$ 27 milhões tenham passado pelo esquema sob suspeita.
A apuração busca identificar a origem e o destino dos recursos, além de verificar se houve efetivamente desvio de dinheiro público e quais pessoas teriam se beneficiado das operações.
Investigação continua
Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil deve analisar documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais recolhidos durante as buscas.
O objetivo é reunir novas provas sobre o funcionamento do suposto esquema e esclarecer a participação de cada investigado. Até o momento, as acusações estão sob investigação e não representam uma condenação dos envolvidos.
Entenda o contexto
A Operação Alvitre investiga possíveis irregularidades na utilização de emendas parlamentares municipais em Ipojuca. O caso ganhou novos desdobramentos com a terceira fase, que ampliou o número de alvos e reforçou a apuração sobre a movimentação milionária dos recursos.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco em conjunto com o Ministério Público, e novas medidas podem ser adotadas após a análise do material apreendido.
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