Gilmar Mendes pede a Fachin análise conjunta de relatório sobre Mendonça e sugere adiar sessão do STF

Ministro defendeu que os procedimentos envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes sejam analisados em conjunto pelo plenário, em meio à crise institucional que envolve o caso Banco Master.
Redação NC News
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo que os procedimentos relacionados aos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sejam reunidos e analisados conjuntamente pelo plenário. A manifestação ocorre às vésperas da sessão marcada para a próxima semana para discutir os desdobramentos das investigações ligadas ao caso Banco Master.

Segundo Gilmar, os processos possuem conexão direta e ainda não estariam suficientemente delimitados para julgamento. O ministro também sugeriu o adiamento da sessão prevista para o próximo dia 15, argumentando que o caso precisa passar por uma instrução mais ampla antes de ser levado ao plenário.

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Entenda o que aconteceu

O pedido de Gilmar Mendes foi encaminhado a Fachin em meio ao embate envolvendo relatórios da Polícia Federal e investigações que atingem integrantes do próprio Supremo. Atualmente, os casos relacionados a Moraes e Mendonça tramitam em procedimentos distintos e têm datas diferentes para análise pelo plenário.

No documento, Gilmar afirmou ter dúvidas sobre a maturidade processual do caso e avaliou que o procedimento ainda possui caráter indefinido, defendendo que a matéria seja melhor delimitada antes de qualquer decisão dos ministros.

Pedido busca unificar julgamentos

A proposta apresentada por Gilmar acompanha uma articulação defendida por ministros próximos a Alexandre de Moraes, que argumentam que os dois procedimentos estão interligados e deveriam ser analisados conjuntamente pelo STF.

O grupo sustenta que uma análise separada poderia gerar decisões contraditórias ou deixar de considerar elementos que aparecem nos dois processos. A definição final, porém, caberá ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Sessão do dia 15 pode ser impactada

A sessão extraordinária marcada para 15 de setembro foi convocada para discutir o relatório da Polícia Federal relacionado ao caso Banco Master e às suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes. O pedido de Gilmar aumenta a pressão para que Fachin avalie uma eventual reorganização da pauta.

Além disso, ministros alinhados a Moraes avaliam a possibilidade de apresentar pedidos de vista caso a análise permaneça separada, o que poderia atrasar o desfecho do julgamento.

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O que acontece agora

A decisão sobre a unificação dos procedimentos e sobre um eventual adiamento da sessão cabe a Edson Fachin. O presidente do STF vem conduzindo uma série de medidas para tentar organizar a tramitação dos processos relacionados ao caso Banco Master e reduzir o clima de tensão dentro da Corte.

Nos últimos dias, Fachin determinou o compartilhamento de documentos entre os ministros e deu prazo para a ampliação da transparência dos materiais relacionados à investigação.

Entenda o contexto

O caso Banco Master desencadeou uma das maiores crises recentes dentro do Supremo Tribunal Federal. Relatórios da Polícia Federal, decisões conflitantes entre ministros e pedidos de abertura de investigações provocaram uma disputa pública incomum entre integrantes da Corte.

A controvérsia envolve suspeitas levantadas a partir de documentos e mensagens relacionados ao empresário Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre a condução das investigações e a atuação de ministros do STF. O julgamento previsto para os próximos dias é considerado decisivo para definir os rumos do caso e para tentar restabelecer a normalidade institucional dentro do Supremo.

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