Relatório aponta urgência na transferência de menino de 5 anos do TO para SP

Kauan está internado em UTI pediátrica e precisa passar por cirurgia cardíaca; mãe chegou a se acorrentar para cobrar a transferência
Redação NC News
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Um relatório médico emitido pelo Hospital Geral de Palmas (HGP) aponta urgência na transferência de Kauan, de 5 anos, para uma unidade de saúde em São Paulo. O menino está internado em uma UTI pediátrica no Tocantins e precisa passar por uma cirurgia cardíaca de grande porte.

A atualização ocorre dois dias depois de a mãe da criança, Laise Sousa Carvalho, se acorrentar no portão do hospital e, posteriormente, em frente ao Ministério Público do Tocantins (MPTO), para cobrar a transferência do filho.

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Entenda o que aconteceu

Kauan nasceu com uma malformação congênita no coração e já passou por duas cirurgias. Agora, precisa de uma terceira intervenção, chamada cirurgia de Fontan, considerada de grande porte e indicada para pacientes que possuem apenas um ventrículo funcional.

A criança está internada na UTI Pediátrica do Hospital Geral de Palmas. Segundo informações divulgadas sobre o caso, Kauan recebe alimentação por sonda, não anda nem fala e apresenta dificuldades para respirar.

A família tenta conseguir o tratamento fora do Tocantins desde 2024.

Relatório aponta urgência na transferência

A equipe pediátrica do HGP deve emitir a documentação atualizada necessária para atestar que Kauan está estável e em condições clínicas de realizar a viagem até São Paulo.

O documento é necessário para viabilizar a transferência da criança por UTI aérea para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, no interior paulista.

A mãe informou que ainda não havia recebido uma previsão para a realização da transferência e aguardava a emissão do laudo atualizado.

Mãe se acorrentou para cobrar transferência

Na quarta-feira (9), Laise se acorrentou ao portão do HGP para pressionar pela transferência do filho. Depois, ela deixou o hospital e repetiu o protesto em frente ao Ministério Público do Tocantins.

O MPTO informou que a mãe foi recebida pelas equipes de Assistência Social e Atendimento ao Cidadão. O órgão também afirmou que já acompanha o processo judicial relacionado à assistência à saúde da criança, que foi ajuizado pela Defensoria Pública.

Justiça já havia determinado transferência

A transferência de Kauan para São Paulo foi determinada pela Justiça do Tocantins em julho de 2025. A decisão também previa que a criança tivesse direito a acompanhante e auxílio para despesas de estadia e alimentação durante o tratamento.

Um ano depois, sem que a cirurgia tivesse sido realizada, o juiz Edimar de Paula, da Vara da Família de Paraíso do Tocantins, determinou o bloqueio do valor necessário para o tratamento fora do estado.

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Estado diz que cirurgia foi contraindicada

A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins informou que Kauan foi acompanhado inicialmente no Hospital Municipal de Araguaína, unidade habilitada para atendimento de alta complexidade.

Segundo a secretaria, após avaliações das equipes de Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia Pediátrica, a cirurgia de Fontan foi considerada contraindicada naquele momento devido à condição clínica da criança.

A SES afirmou que Kauan apresenta comprometimento dos principais acessos vasculares, fragilidade clínica e neurológica e necessidade de cuidados especializados no período pós-operatório.

A pasta informou ainda que, após uma nova decisão judicial determinando o tratamento fora do estado, uma cotação para a realização do procedimento já havia sido feita e que as providências necessárias estavam sendo adotadas.

Entenda o contexto

O caso se arrasta desde 2024, quando a família começou a buscar o tratamento de Kauan fora do Tocantins. Em julho de 2025, a Justiça determinou a transferência para São Paulo, mas o procedimento ainda não havia sido realizado até setembro de 2026.

A situação ganhou novo capítulo nesta semana, quando a mãe se acorrentou primeiro no hospital e depois em frente ao Ministério Público para cobrar providências.

Agora, o relatório médico e a documentação necessária para o transporte são etapas importantes para que a transferência seja realizada. O destino previsto é o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, onde a criança deverá receber atendimento especializado.

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